Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006

VALE OU NÃO VALE?

Essa é do Kibeloco no final fa´co uma análise.

"Rambo" anti-EUA gera polêmica e arrasa na Alemanha


O longa-metragem "Kurtlar Vadisi", que mostra um "Rambo" justiceiro que busca vingança contra os Estados Unidos no Iraque, gera protestos entre a classe política, mas faz sucesso entre os jovens germano-turcos. O filme, exibido na Alemanha com o título "Tal der Woelfe" ("Vale dos lobos") e classificado inicialmente como impróprio para menores de 18 anos, obteve recorde de público, sendo assistido por 66.600 pessoas no fim de semana. Desde a estréia no país, o longa já foi assistido por 266.600 espectadores. O público do filme é formado principalmente por jovens ansiosos para ver na tela o agente Polat Alemdar, herói da série de TV turca que deu origem ao filme.
Com cenas de extrema violência, a história começa com uma operação de soldados dos EUA que invadem um casamento no qual turcos, curdos e árabes comemoram pacificamente a união. A ação termina em um banho de sangue no qual o noivo é assassinado com um tiro na cabeça e continua com a humilhante captura de soldados turcos de uma base vizinha, com direito a imagens alusivas aos abusos na prisão iraquiana de Abu Ghraib. É aí que O justiceiro Alemdar entra em ação, defendendo a causa turca e respondendo à humilhação imposta pelos americanos.
No fim de semana, políticos conservadores alemães exigiram que o filme saísse de cartaz por considerar que "acirra os ânimos contra os EUA e o Ocidente". A proibição não agradou a comunidade germânico-turca. "Muitas produções de Hollywood contêm uma clara hostilidade no sentido inverso", lembrou o presidente do Fórum Germano-Turco da União Democrata-Cristã (CDU), Bülent Arslan.
***É como dizem por aí: pimenta no Rambo dos outros é refresco.
O Editor do Kibeloco tem razâo em sua íltima frase. Os EUA sempre foram os moçinhos em seus filmes que humilham principalmente os países mulçumanos e sub-desenvolvidos.

Há algo de muito podre no reino da Dinamarca

Mário Maestri e Marconi de Matos*


Doze charges, dez delas com caricaturas do profeta Maomé, publicadas num pequeno jornal em um país igualmente pequeno e, em geral, distante de encrencas internacionais, colocaram o mundo islâmico em clima de guerra santa." Com pequenas variações, a imprensa mundial seguiu em forma monocórdia o roteiro com o qual a Veja, de 8 de fevereiro, abre sua matéria de capa – "Guerra de Civilizações" – sobre a mobilização islâmica mundial contra a publicação dos cartuns dinamarqueses tendo como personagem a Maomé.
As conclusões gerais da mídia mundial sobre os fatos são também as mesmas do semanário brasileiro. Tudo se deveria ao imenso "fosso de valores, idéias e hábitos" existente "entre o mundo islâmico e o Ocidente", "civilizações com algumas características em comum e muitos valores incompatíveis". A sentença à morte do escritor Salman Rushdie, autor de Versículos Satânicos, e o assassinato de Theo van Gogh, diretor do filme Submissão, sobre a violência islâmica contra as mulheres, seriam exemplos excelentes desse imenso fosso civilizacional.
Confirmaria-se, assim, no essencial, a tese de Samuel P. Huntington, professor de Harvard, em seu livro O choque de civilizações, de 1996, de que, após o fim da luta ideológica entre o socialismo e o capitalismo, vencida pelos Estados Unidos e pelo Ocidente, "as guerras do futuro", do século 21, não serão mais entre as "nações", mas entre as "grandes unidades conhecidas como culturas ou civilizações". Nesse confronto, assumiria destaque o embate entre as "democracias ocidentais e o mundo islâmico".
A publicação das charges pela grande mídia ocidental seria, conseqüentemente, ato solidário e corajoso em proteção do direito de expressão, contra a tentativa de censura da sociedade civil pelo integralismo religioso, que se apoiaria na mera proibição islâmica de retratar o rosto do profeta Maomé. Portanto, definitivamente, como propôs o France Soir, ao também publicar os 12 desenhos amaldiçoados, "nenhum dogma religioso pode impor seu ponto de vista em uma sociedade democrática".
Discurso ideológico
É grande a diferença entre o discurso e a realidade. Pivô dos sucessos, o periódico Jyllands-Posten não é um pequeno e inocente jornal e, a Dinamarca, muito menos, uma sociedade transigente, multicultural e muito "distante de encrencas internacionais". Com duas vezes a extensão do Estado do Sergipe, a Dinamarca tem 5,37 milhões de habitantes, entre eles, uns 400 mil emigrantes e descendentes de imigrantes, que chegaram e se encontram no país sobretudo para trabalharem nas tarefas mais duras e menos pagas.
Na Dinamarca, considerada a nação mais racista da União Européia, são muito tensas as relações entre parte da população nacional e os trabalhadores estrangeiros. Os dinamarqueses que se casam com estrangeiros são comumente obrigados a viverem no sul da Suécia até que a administração do país resolva se seus cônjuges estrangeiros têm condições para morar no reino. Com 13% do eleitorado, o Partido do Povo, direitista e racista, tem açulado sistematicamente os sentimentos xenofóbicos contra a população imigrada. Os principais objetos dessa campanha são os emigrantes e descendentes de imigrantes de confissão islâmica. A direita dinamarquesa é acusada de sonhar em transformar a Dinamarca em uma espécie de ilha, totalmente loira e cristã, cercada por porcos por todos os lados, já que o país é um dos maiores criadores de suínos do mundo!
A publicação, em 30 de setembro de 2005, das doze charges com a imagem do profeta Maomé, foi iniciativa política consciente do Jyllands-Posten, principal jornal dinamarquês, de clara orientação direitista, contra a comunidade islâmica do país. Com outras publicações direitistas dinamarquesas, o jornal participa de ativa campanha xenofóbica, mais ou menos aberta, contra a comunidade de confissão muçulmana, que é sistematicamente acusada de ser refratária aos princípios e práticas democráticas do Ocidente.
Flemming Rose, o editor de Cultura do Jyllands-Posten, expressou, sem papas na língua, as intenções político-ideológicas que embalaram a iniciativa, ao se referir aos inesperados sucessos mundiais ensejados pela publicação de algumas das charges que encomendou a caricaturistas do país: "Isto tudo é sobre a questão de integração e [sobre] o quão compatível é a religião do Islã com a sociedade moderna." Um dos desenhos publicados apresenta o profeta Maomé com uma bomba no turbante, identificando, diretamente, a comunidade muçulmana ao terrorismo.
As mãos sujas de sangue
É portanto compreensível que a denúncia do caráter ofensivo e xenofóbico das caricaturas tenha partido de lideranças religiosas da comunidade muçulmana dinamarquesa, que pediram, ao jornal, desculpas públicas. Na ocasião, o primeiro-ministro dinamarquês negou-se a receber uma delegação de onze embaixadores de países muçulmanos, alegando "falta de tempo". Devido à recusa de retratação, sob a justificativa de defesa do direito de expressão, as lideranças religiosas dinamarquesas pediram a solidariedade das representações diplomáticas dos países islâmicos. Por isso, em 26 de janeiro, a Arábia Saudita, seguida, logo, pela Líbia e por outras nações de confissão muçulmana, chamaram seus embaixadores da Dinamarca.
Desde 2001, a Dinamarca é governada por liberais-conservadores que se apóiam tradicionalmente no voto xenófobo, com o qual têm aprovado diversas leis anti-estrangeiros. Porém, a militância anti-islâmica não tem sido apenas política interna. O atual primeiro-ministro Anders Fogh Rasmussen é um dos mais dedicados aliados da intervenção anglo-estadunidense no Oriente Médio, mantendo em torno de 700 soldados no Iraque-Afeganistão. Mesmo no contexto dos atuais acontecimentos, Anders Fogh prometeu dobrar o número de militares dinamarqueses no Afeganistão, aumentando participação bélica já considerável, em relação à escassa população do país.
A forte presença dinamarquesa na repressão militar ocidental dos direitos nacionais iraquianos e afegãos ajuda igualmente a compreender por que as mobilizações populares contra as charges iniciaram-se, em 7 de fevereiro, precisamente no Afeganistão, onde a resistência contra a ocupação é capitaneada pelos talibãs, organização integralista armada financiada, no passado, pelo governo estadunidense, quando lutava contra a revolução afegã, profundamente anti-integralista. As forças de paz da Otan, dinamarqueses incluídos, mataram simplesmente quatro dos manifestantes afegãos que protestavam contra as charges.
O rápido desenvolvimento das manifestações, oficiais e populares, e do boicote diplomático e comercial à Dinamarca, na Europa e nos países árabes e muçulmanos, não expressou uma simples rejeição cultural-religiosa contra a ofensa de um jornal ocidental a preceito religioso islâmico. Constituiu, ao contrário, a manifestação política confusa dos sentimentos profundos de populações agredidas, desrespeitadas e humilhadas, em forma incessante, nas últimas décadas, pelas grandes nações e pelos grandes interesses imperialistas. A queima de carros na periferia parisiense foi também protesto sobretudo de jovens franceses mantidos na marginalização devido a uma origem muçulmana.
Paz Estadunidense
A destruição da URSS e a vitória histórica mundial do capital sobre o trabalho, em fins dos anos 1980, ensejaram que o imperialismo anglo-estadunidense e seus satélites pudessem empreender, praticamente sem travas, o assalto militar das riquezas petrolíferas do Oriente Médio que ainda lhes escapavam das mãos. A primeira grande iniciativa dessa operação de grande envergadura foi a conquista colonial do Iraque, longamente preparada pela operação de desarmamento e fragilização do país comandada pela ONU de Kofi Annan, através do desapiedado bloqueio internacional daquele país.
No Oriente Médio, pretende-se concluir essa operação com a submissão total do Irã. É precisamente por esta razão que o governo Bush, com o apoio das grandes nações européias – sobretudo a Inglaterra, a França e a Alemanha –, e paradoxalmente, do governo brasileiro de Lula da Silva, mobilizam-se para impedir o acesso futuro do Irá à bomba atômica, a única arma capaz de dissuadir a invasão militar de um país não-desenvolvido por potências imperialistas. Os anglo-estadunidenses jamais teriam empreendido a ocupação do Iraque se o programa atômico desse país não tivesse sido interrompido, devido ao bombardeamento israelense do reator nuclear de Osirak, em julho de 1981, com aviões F-16 Fighting Falcon estadunidenses.
Ao igual que a conquista da América, da África e da Ásia, pelas nações colonialistas e imperialistas, nos séculos 16-20, o domínio colonial e semicolonial neoliberal do mundo pelo grande capital, no século 21, tem sido apresentado e defendido, em forma rústica ou refinada, como uma ação imprescindível na luta da humanidade entre o bem e o mal, entre a verdade e a mentira, entre a civilização e a barbárie, contradições expressas, no presente caso, entre o mundo ocidental, laico e democrático, e a civilização islâmica, integralista e despótica.
No seu primeiro "Discurso à União", o presidente Bush apresentou a proposta de hegemonia militar estadunidense sobre o mundo como uma "cruzada" mundial contra o "terror", em geral, e contra o "Eixo do Mal", em especial. Na ocasião, foi apresentado como "Eixo do Mal o Iraque, o Irã e a Coréia do Norte. Na memória histórica das populações do Oriente Médio permanece presente o desapiedado assalto do Oriente, realizado na Idade Média, pelos cruzados, em nome da defesa da verdadeira fé contra o islamismo odioso. Aproveitando os atuais acontecimentos, Condoleezza Rice, secretária de Estado dos EUA, tem acusado a Síria e o Irã de fomentarem as mobilizações islâmicas contra as caricaturas dinamarquesas.
Religião e política
O fortalecimento do fundamentalismo religioso, sobretudo na sua versão militante, como meio e expressão de oposição, mesmo inconsciente, ao domínio imperialista e à exploração capitalista, fortaleceu-se no mundo e nas comunidades muçulmanas, sobretudo após a vitória mundial do neo-liberalismo, em fins dos anos 1980, e o conseqüente retrocesso da força de atração do socialismo, do marxismo, do racionalismo, do laicismo, etc. como meio de libertação nacional e social. A vitória do Hamas, nas eleições de janeiro, na Palestina, é um exemplo desse fenômeno complexo.
O caráter limitado e paradoxal do integralismo islâmico como meio de expressão da resistência nacional e social materializa-se plenamente na autoridade que esse movimento de idéias, de sentimentos e de ações concede a lideranças religiosas e políticas dos países e das sociedades árabes e muçulmanas, profundamente comprometidas com a submissão dos seus povos ao imperialismo e ao capitalismo.
As serviçais elites dominantes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes, do Kuwait, da Jordânia, do Egito, etc., que transformaram suas nações em verdadeiros protetorados e semiprotetorados ocidentais, apresentam-se às populações de seus países como dirigentes profundamente pios e religiosos, servindo-se sistematicamente de interpretação integralista do islamismo para reprimir os direitos civis, sociais e políticos populares e nacionais.
Sem arredar pé da defesa do laicismo e dos direitos políticos, sociais e econômicos inalienáveis de todos os homens e mulheres, a esquerda acaba de mobilizar-se nas ruas da Dinamarca, junto com imigrantes e descendentes de imigrantes, islâmicos e não islâmicos, para defender a solidariedade e a fraternidade entre os homens e lutar contra o caráter obscurantista e anti-democrático das manobras racistas e xenofóbicas empreendidas, na Dinamarca e no mundo, em operações semelhantes ou não à promovida com a publicação das 12 caricaturas de Maomé.
* Mário Maestri, 57, é historiador: e-mail: maestri@via-rs.net ; Marconi de Matos, 51, é fotógrafo: e-mail: marconi_1@msn.com
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02.2006
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Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

ContraPonto



Bico grande!
O ditado é certo: “dois bicudos não se beijam”. É o que está acontecendo com os candidatos presidenciáveis do PSDB, José Serra e Geraldo Alckmin, respectivamente prefeito e governador de São Paulo. Os Alckmistas já até colocaram na Internet o texto de um abaixo-assinado pedindo a José Serra que fique na Prefeitura de São Paulo. Os assessores de Serra vazam informações à oposição no Estado contra o governo de Alckmin. Vamos ver quem quebra o bico primeiro.





Já ganhou!
Antonhy Garotinho fez uma pesquisa particular entre 4 mil dos 20 mil delegados aptos a votar nas prévias do PMDB. Resultado, a cria do protestantismo político brasileiro obteve 70% dos votos, obedecendo a proporcionalidade dos Estados. Ele ainda alerta que sem o seu nome na parada, Lula ganharia hoje em todos os cenários possíveis no primeiro turno.





Censura
Deu na manchete do jornal “The New York Times” que o governo dos EUA retirou de circulação “milhares de documentos históricos que estavam disponíveis há anos”. A reclassificação aproximadamente 55 mil documentos começou em 1999, silenciosamente, pela CIA e outras 5 agências. É um grande retrocesso no país, conhecido pela abertura e transparência dos seus papéis públicos. Há uma lei, o Freedom Information Act, de 1966, que garante esse direito.




Reposição de peças
A OAB impetrou uma proposta de emenda constitucional que permitirá, se aprovada, que o eleitor revogue o mandato de seus representantes antes do término. Também poderá dissolver a Câmara dos Deputados, convocar novas eleições e destituir o presidente da República. A presente proposta faz parte da Campanha Nacional em Defesa da República e da Democracia, lançada pela OAB.





Infantilidade
Enquanto os tucanos brigam para ver quem será o candidato que irá concorrer com Lula, uma nova pesquisa apontou a vitória do petista sobre o principal candidato tucano (Serra) no dois turnos. Fernando Henrique prefere fazer mídia e ser processado a articular o partido e Tasso Jereissati não dá conta da parada.






Quem acredita
Inicio de Campanha os Ministérios começam a fazer suas propagandas com destaque para a sigla do partido a frente das imagens. Exemplo, é o PL, dos Transportes, exibe uma única obra, mas não fez praticamente nada. Conseguiu falir o sistema rodoviário brasileiro e é um dos principais articuladores do mensalão. Aonde foi parar o dinheiro do Ministério?

Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006

Hamas imporá Lei Islâmica contra consumo de álcool e adultério

EFE
Gaza, 22 fev (EFE).-
O Parlamento palestino, dominado pelo Hamas, realizará uma islamização das leis locais, sobretudo no referente às punições por consumo de álcool e adultério, segundo declarações de um deputado desse movimento publicadas hoje pelo jornal palestino "Al Ayam".Em declarações a "Al Ayam", o deputado do Hamas Ahmed Abu Halbiya disse que "os deputados do movimento darão muita importância a uma revisão das leis atuais e a criação de outras novas, principalmente as penais, de acordo com os preceitos da Lei Islâmica" ou sharia.Trata-se da modificação de um projeto de lei que foi rejeitado pelo antigo Parlamento em sua primeira leitura, que decretava castigos com base na Lei Islâmica para aqueles que mantiverem relações sexuais fora do casamento, beberem álcool, roubarem e cometerem homicídio.Abu Halbiya, professor de ensinamentos do profeta Maomé na universidade Islâmica de Gaza, afirmou que a Lei Islâmica está na Lei Básica palestina como uma fonte básica de legislação."O movimento islâmico utilizou o lema 'o Islã é a solução' e isso deve refletir nas próximas leis", argumentou.O código penal palestino atual provém do imposto pelo Mandato Britânico em 1936 e depois pela Jordânia antes de 1967.O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) tirou o movimento nacionalista do Fatah do controle do Parlamento palestino após ganhar as eleições de 25 de janeiro. EFE pdp ca

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

Serrista é o novo líder tucano na Câmara

Ontem foi o dia em que várias bancadas da Câmara escolheram seus líderes para o ano legislativo que se inicia. A relação da maioria deles.

A bancada do PT na Câmara decidiu manter o deputado Henrique Fontana (RS) como líder do partido na Casa. A recondução ao cargo foi decidida durante reunião da bancada. Fontana assumiu o cargo após a renúncia, no ano passado, do ex-deputado Paulo Rocha (PA), envolvido no escândalo do mensalão.

A bancada do PSDB na Câmara escolheu ontem o deputado Jutahy Junior (BA) como novo líder do partido, em substituição ao deputado Alberto Goldman (SP). Defensor da candidatura do prefeito de São Paulo, José Serra, à presidência da República, o baiano recebeu 30 votos contra 23 do deputado João Almeida (BA), candidato do governador Geraldo Alckmin. Será o quarto ano que Jutahy comandará o partido na Casa.

No PP, o deputado Mário Negromonte (BA) é o novo líder na Câmara. Ele recebeu o apoio de 32 dos 48 integrantes da bancada. Negromonte já estava interinamente na liderança, em razão da licença médica do então líder José Janene (PR). Também disputaram o cargo o deputado Ricardo Barros (PR), que teve sete votos; o deputado Celso Russomano (SP), que ficou com cinco votos, e o deputado José Linhares, que teve quatro votos.

O deputado Luciano Castro (RR) foi eleito o novo líder do PL na Câmara, em substituição a Sandro Mabel (GO). Luciano venceu o deputado Lincoln Portela (MG), seu único adversário na disputa, por 24 votos a 12.

Outro partido que escolheu seu novo líder na Câmara ontem foi o Psol. O deputado Babá (PA) substitui Luciana Genro (RS) no comando da bancada. "Nós vamos fazer rodízio até as eleições. Depois de mim, assumirá Ivan Valente (SP). Queremos que todos os companheiros do partido exerçam a liderança", afirmou Babá. Ele deverá atuar como líder por um mês e meio. Foram escolhidos vice-líderes os deputados Ivan Valente e João Alfredo (CE).

O deputado Fernando Coruja (SC) foi eleito anteontem à noite, por unanimidade, o novo líder da bancada do PPS na Câmara. Coruja, que substituirá o deputado Dimas Ramalho (SP), afirma que o grande desafio do partido para este ano é construir uma proposta alternativa à defendida pelo PT e pelo PSDB, que têm propostas econômicas semelhantes

Servidores federais elegem diretoria de Sindicato

Mais de seis mil servidores públicos federais devem ir às urnas na próxima segunda-feira, 20, para eleger a nova diretoria e o Conselho Fiscal de uma das maiores entidades sindicais do Estado, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Pará (Sintsep/PA). A votação acontecerá em 37 municípios paraenses, das 8 às 18 horas, e noventa urnas estarão disponíveis para que a categoria escolha a nova direção da entidade.

Para votar, os servidores filiados à entidade devem comparecer às urnas portando um documento de identificação oficial com foto. As urnas serão afixadas nos próprios órgãos federais e apenas os funcionários aposentados da Região Metropolitana de Belém (RMB) irão votar na sede do Sindicato. “Nossa orientação é que seja uma eleição tranqüila, transparente e democrática e que os filiados compareçam às urnas”, afirma o presidente da Comissão Eleitoral, João Santiago.

Duas chapas concorrem nestas eleições. A Chapa 1 “Avançar na Mudança”, conta com o apoio do atual coordenador-geral do Sintsep/PA, Cedício de Vasconcellos, e é liderada pela servidora da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Neide Solimões, e pelo funcionário aposentado da Delegacia Federal de Agricultura (DFA), Aguinaldo Barbosa. A Chapa 2 “Autonomia e Independência” é representada pelo ex-coordenador geral da entidade, Antônio Carlos de Azevedo, e tem à frente o servidor do Centro Federal de Educação Teconlógica (Cefet), Job dos Anjos, e a funcionária da Funasa, Maria de Lurdes Camarinha.

O apoio às ações do governo Lula é a principal diferença entre as duas chapas. Enquanto a Chapa 1 defende um sindicato autônomo e de oposição ao Executivo federal, a Chapa 2 propõe uma relação de diálogo e de confiança com o presidente Lula. As duas chapas avaliam que as eleições será bastante disputada.

A apuração dos votos será automaticamente após o encerramento da votação. “Queremos evitar qualquer atropelo, para que não se repita o que aconteceu nas últimas eleições, quando a apuração demorou quase 30 dias”, revela João Santiago. A expectativa é que, neste ano, a apuração demore, no máximo, cinco dias.
(Por Max Costa e Luana de Oliveira)

Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

Escadas destruídas inviabilizam embarque e desembarque

Há quatro meses, a reportagem do Jornal de Santarém divulgou a precária situação de duas escadas da orla da cidade, precisamente no trecho contíguo a área onde se situava o antigo Tablado. Na época, quando estávamos ainda no verão, sobre uma enorme praia, as escadas se apresentavam completamente destruídas, impossibilitando o embarque e desembarque de cargas e passageiros vindos de regiões de várzea, terra firme e de pequenos municípios do rio amazonas.

Após quatro meses, a reportagem foi novamente acionada para ouvir novas reclamações de estivadores, donos e comandantes de embarcações, passageiros e pequenos comerciantes. O motivo da reclamação é o mesmo. As escadas encontram-se no mesmo estado desde o ano passado só que agora com as águas do Tapajós a centímetros de seus degraus.


A reportagem esteve no local e constatou a veracidade do motivo da reclamação. Segundo os comerciantes que utilizam a perímetro do cais para embarque e desembarque de suas mercadorias, o poder publicou municipal não tem dado importância para os pequenos produtores e comerciantes da região. “A falta de um terminal portuário te,m reduzido muito o fluxo de mercadoria e com isso o município deixa de receber capital. Perde o comércio e perde a cidade”, explica o comerciante Francisco Freitas Machado.
Assim como seu Francisco, centenas de pequenos comerciantes e empresários utilizam os serviços das embarcações que atracam naquele perímetro. Eles dizem que agora com a cheia a dificuldade tende a aumentar muito, pois a água chega ao pé das escadas. “Fica muito ruim para desembarcar o mínimo de mercadoria que for, pois os banzeiros e as maresias causam uma instabilidade na embarcação. Junto a isso, temos ainda que sofrer com os pedaços de degraus das escadas nos quais temos de nos equilibrar” reclama Seu Messias, carregador de 43 anos.

As escadas estão completamente destruídas e os mais corajosos têm de se equilibrar em cima dos restos dos degraus. Seu Ronaldo Cardoso é comandante de embarcação e diz que o único local apto para embarque e desembarque de passageiros e mercadorias é atualmente o porto improvisado em frente à Praça Tiradentes, mas que nunca consegue atracar sua embarcação naquele local por falta de espaço. “Essas escadas já estão quebradas há mais de seis meses e ninguém faz nada. A prefeita faz o cooper dela quase todo dia, mas parece que ela só caminha na parte bonita da orla. No porto da Tiradentes, o privilégio é dos barcos que fazem viagens para outras cidades, quanto aos barcos que viajam para o interior da cidade só há descaso por parte do poder público”, reclama o comandante.

“Es sa discussão só veio à tona porque os grandes empresários daqui jogaram na mídia a importância de se construir um porto. Depois foi deixada de lado pela prefeita que se preocupa com os pequenos quesomos nós”, critica Armando Tavares, referindo às discussõs que foram levantadas sobre a necessidade da conhstrução de umterminl portuário em novembro do ano passado.

Na época, o economista Caio Valente disse à reportagem que a construção de um terminal portuário para as embarcações de grande, médio e pequeno portes seria de vital importância para a economia do município.

Segundo o economista, a construção do Porto Municipal agilizaria a entrada e a saída de produtos e aumentaria o fluxo de capital de giro injetado no comércio com isso a demanda das mercadorias aumentariam e a oferta de emprego conseqüentemente. “A construção de um porto chega a ser óbvio para uma cidade que queira se desenvolver, ainda mais aqui na Amazônia”, afirma o economista.

As escadas destruídas ficam próximas ao término do famoso Projeto Orla. Várias embarcações que fazem linha para diversos municípios do oeste paraense atracam diariamente no local. “A necessidade é grande. As poucas mercadorias que a gente consegue movimentar não são suficientes para gerar lucros que façam a empresa crescer”, explica o comerciante Chico Aguiar.

No atual momento de cheia dos rios, fica inviável o inicio de qualquer obra naquele local, dizem os comandantes. “Fizemos a reclamação quando ainda estava seco, agora que já encheu é que não vamos ver nada. Vamos ter de esperar e certamente virará promessa de campanha”, diz o comandante Cardoso.
(Matéria publicada no Jornal de Santarém para qual o signatáriuo deste blog escreve)

Na República das Bananas, o povo é o macaco

Por Alailson Muniz

Não é segredo nenhum que o atual sistema eleitoral brasileiro favorece as pessoas que detêm o maior poder econômico entre as classes sociais brasileiras. E isso está fazendo do Congresso Nacional um abrigo das maiores fortunas do país e de seus testas-de-ferro.

O país vive como nos tempos monárquicos onde uma pequena Côrte formada pelos governantes e seus amigos era sustentada por uma descomedida taxa tributária cobrada dos miseráveis brasileiros.

Hoje, a atual Côrte, chamada de Congresso Nacional, não é muito diferente daqueles tempos. O sistema eleitoral adotado por seus inquilinos faz com que sempre as mesmas pessoas estejam se revezando no poder, sustentadas ainda por uma carga tributária que obriga o trabalhador brasileiro a labutar quatro meses por ano para pagar somente impostos.

As eleições estão cada vez mais caras, fazendo com que somente milionários possam se candidatar com chances de se eleger. Um aparato para se montar uma estrutura de campanha eleitoral necessita de milhões de reais. Esse quadro incentiva a corrupção dos políticos, o uso do caixa dois, a deslealdade partidária e o desprestigio das siglas partidárias junto à pequena fatia mais intelectualizada da sociedade.

“A qualidade dos representantes cai a cada mandato. Seja porque as peças se repetem, seja porque as substitutivas têm o mesmo perfil”, disse certa vez um jornalista. E eu concordo.

A ausência do Estado nos setores estratégicos para o desenvolvimento do país e a atual política econômica adotada desde o inicio dos anos noventa ocasionam a formação de gigantescas bolhas de pobreza em diversas regiões do país. Essas bolhas são de vital importância para a perpetuação de determinados grupos políticos no poder. Eles utilizam os subterfúgios deixados propositalmente em nosso sistema eleitoral para continuarem na Côrte.

O número de eleitores brasileiros que sentam num banco de escola é muito baixo. Igualado aos índices de países considerados miseráveis. A nossa desigualdade econômica, que reflete a desigualdade social, só fica atrás da de Serra Leoa, país africano considerado o mais pobre do mundo pela ONU (Organizações das Nações Unidas).

Essa situação de miséria e de ausência de formação escolar explica a troca de um voto por uma cesta básica ou por uma camiseta e um boné. Quem nunca acordou pela manhã sem ter o que comer não consegue entender essa situação. Explorando esse quadro, as maiores bancadas do Congresso Nacional ficam formadas por grupos políticos que possuem as maiores cifras de real. E isso já está sendo tratado como normal, não só pela população mais como também pelos analistas, intelectuais e pela mídia, dando mais legitimidade ao quadro. É inormal e se vê com até discriminação e preconceito um político que não tenha patrimônio e fortuna. Político virou sinônimo de rico.

Na República das bananas onde o patrimônio público é propriedade de quem está no poder seja político, empresa, ou qualquer outro tipo de instituição, o povo brasileiro que sobrevive com um salário de 350 reais é o macaco da história.

ContraPonto



Hipocrisia
O presidente carniceiro George Bush disse no meio da semana, condenando as manifestações dos mulçumanos contra a publicação de charges de Maomé, que "nada justifica a violência". Bem coerente vindo da boca de uma pessoa que dizimou 5% da população infantil do Iraque e atualmente incentiva 26 guerras no mundo todo por petróleo, água e diamantes.




Alta
A população mais carente se considera atendida pelo governo e sustenta a alta de popularidade do presidente Lula revelada em pesquisa da Confederação Nacional do Transporte encomendada ao Instituto Sensus. A boa percepção dos indicadores econômicos e até a falta de unidade no principal partido da oposição, o PSDB, refletiram na recuperação dos índices que, se a eleição fosse hoje, assegurariam a recondução do petista ao Planalto.




Corpo Mole
O período de convocação extraordinária do Congresso, que custou quase R$ 100 milhões aos cofres públicos, terminou terça-feira sem que os parlamentares tenham atingido os maiores objetivos no período: votar o Orçamento da União para 2006 e encerrar os processos de cassação dos acusados no escândalo do "mensalão". A convocação teve início em 16 de dezembro, mas só engrenou um mês depois. Ao todo, foram aprovadas 65 matérias - havia 108 projetos pautados. Devolvam pelo menos a metade do dinheiro!




Ver pra crer
Em decisão inédita no Brasil, juíza de Colorado do Oeste (RO) condenou a União a indenizar por danos morais 54 trabalhadores rurais resgatados de situação análoga à de escravos por fiscais do Ministério do Trabalho em 2003. A juíza determinou que sejam pagos R$ 52 mil a cada um deles. A Advocacia Geral da união vai recorrer.




Retrocesso
Apesar das iniciativas da Fuvest e da USP para tentar aumentar a proporção de alunos da escola pública na universidade, o total de aprovados da rede particular no vestibular deste ano foi o maior desde 2001: 73,2% dos chamados para a matrícula fizeram o ensino médio em colégios privados. A proporção de alunos da escola pública inscritos na Fuvest subiu 8,2% entre 2005 e 2006, mas sua aprovação caiu 7,9% nesse período.




Crise na educação
A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo já está sob intervenção de dois padres nomeados pelo cardeal D. Cláudio Hummes, arcebispo metropolitano de São Paulo e grão-chanceler da instituição. O anúncio aos professores foi feito pela reitora Maura Véras. Os interventores, cujos nomes ainda não foram anunciados, serão responsáveis pelos ajustes para combater a crise financeira da universidade, que trabalha com déficit mensal de R$ 4 milhões.




Suspeita
PSDB e PFL pediram auditoria da pesquisa Sensus que aponta retomada da liderança do presidente Lula e altos Índices de rejeição aos tucanos: 41,7% para Serra e 39,9% para Alckmin (contra 7% e 9% no Ibope). No governo e no PT, houve festa.

Volto a postar somente agora. Essa internet é foda!!!

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

Sóbrio

O ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento Industrial) contou que Sua Excelência (Lula) não põe uma gota de álcool na boca há consideráveis 40 dias. "Ele só toma Coca-light. E a gente tem que acompanhar", disse Furlan. Acredito!

Apoio

Dizia-se que ele estava agastado com Lula. Mas o vice-presidente José Alencar, hoje no exercício da presidência da República, declarou-se, nesta quarta-feira, confiante na reeleição do companheiro de governo: “Ele é um gigante e tem todos os méritos. Não tenho dúvidas de que ele será reeleito”.

Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006

Parlamentares fazem contrabando de R$ 109 milhões

A prática de aproveitar projetos de lei ou MPs para aprovar discretamente propostas que nada têm a ver com o objetivo original do texto é conhecida, no jargão parlamentar, como "contrabando".
Recentemente descobriu-se que cinco deputados emendaram no ano passado medidas provisórias e alteraram o destino de R$ 109 milhões de créditos orçamentários para beneficiar seus redutos eleitorais


Levantamento do Congresso em Foco revela que, no ano passado, R$ 109 milhões em emendas aprovadas na Comissão Mista de Orçamento (CMO) a projetos do Executivo foram desviadas de sua destinação inicial e acabaram beneficiando redutos eleitorais de cinco deputados. Esses recursos estavam previstos para atender a Missão de Paz brasileira no Haiti e socorrer as vítimas de desastres ambientais, dentro do país, nas secas das regiões Norte e Sul, e, fora, no tsunami asiático.

Para atender aos seus interesses políticos, quatro parlamentares da base aliada de Lula e um da oposição incluíram 16 emendas em três medidas provisórias utilizadas pelo governo para reordenar o dinheiro do Orçamento – os chamados créditos extraordinários. Incluídas nas MPs, as sugestões foram acatadas pelos demais congressistas.





Em pelo menos dois casos, o Congresso mudou o mapa das regiões geográficas do país. Em maio, a Comissão de Orçamento aprovou a MP 250/05, que abriu R$ 30 milhões em créditos para o Ministério da Integração Nacional socorrer as vítimas da forte seca que abateu a região Sul em 2004. No entanto, quase metade desse dinheiro foi drenado para Goiás e Minas Gerais por iniciativa de deputados desses dois estados.

De carona na MP, o líder do PL na Câmara, Sandro Mabel (GO), conseguiu beneficiar com quatro emendas os municípios goianos de Faina, Santo Antonio do Descoberto, Novo Gama e São Miguel do Araguaia. Ao todo, R$ 4,1 milhões previstos pela medida provisória da seca foram destinadas à recuperação de áreas degradadas devido às chuvas de janeiro no Centro-Oeste.

"É importante ressaltar que toda documentação onde se pode constatar a real situação do município já foi encaminhada ao Ministério da Integração Nacional – Secretaria Nacional de Defesa Civil", justificou Mabel, nas quatro emendas apresentadas à comissão. A reportagem deixou recado no celular do deputado, mas, até o fechamento da edição, não obteve retorno.

Correligionário de Mabel, o deputado Jaime Martins (MG) foi ainda mais ousado do que o próprio líder: apresentou uma emenda de R$ 10 milhões para realizar obras preventivas no interior de Minas, às margens do Rio São Francisco.

"A emenda (visa) a alocação de recursos financeiros para a execução de obras de drenagem e revitalização de córregos, bem como implantação de sistema de tratamento de esgotos em municípios localizados às margens do Rio São Francisco no Estado de Minas Gerais, a fim de evitar a contaminação de suas águas", afirma o deputado, na justificativa do projeto. O deputado não foi localizado pela reportagem.


Assim como o Sul, o Norte também foi sutilmente preterido pelos parlamentares da comissão orçamentária. Em outubro passado, o governo editou a MP 262/2005, que reservou R$ 30 milhões para que o Ministério da Integração Nacional pudesse socorrer vítimas de estiagem no Amazonas. De acordo com a justificativa da MP, o comprometimento do sistema de transporte hidroviário da região atingiu cerca de 30 dos 61 municípios do estado, causando dificuldades de acesso a alimentos e combustível a uma população estimada em 167 mil pessoas residentes em 914 comunidades isoladas.

Mas o dinheiro previsto para as vítimas da seca na bacia amazônica tomou outra direção. A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) apresentou nove emendas, no valor total de R$ 8,1 milhões, para a realização de obras em cidades capixabas. Em vez de ajudar a região Norte, as emendas beneficiaram as cidades de Afonso Cláudio, Alto Rio Novo, Conceição da Barra, Brejetuba e Boa Esperança e Mantenópolis. O recurso foi destinado à construção de encostas marítimas e reservatórios para represamento da água das chuvas.

Procurada pelo Congresso em Foco, Rose de Freitas disse que apresentou as emendas porque já havia recursos suficientes para a Amazônia, enquanto o Espírito Santo estaria sendo preterido pelo governo federal. "Tem barragem lá que está sendo feita há 12 anos", conta a deputada. "Todo ano, temos problemas decorrente das chuvas."


Rose afirmou que não vê nada demais na prática de inserir artigos sobre assuntos completamente diferentes do objeto inicial da medida provisória. "Tenho direito, como parlamentar, de emendar qualquer projeto em tramitação na Casa", ressaltou. A deputada também negou que a mudança tivesse caráter eleitoreiro ou que tivesse a intenção de tirar recursos destinados à Amazônia. "Muito pelo contrário, eu sou autora de um projeto de lei que transfere o governo federal, uma semana por ano, para a Amazônia", disse.


Editada em março do ano passado, a MP 241/05 liberou R$ 299 milhões para ajudar as vítimas da tragédia do tsunami na Ásia e cobrir os gastos das tropas brasileiras em território haitiano. Por meio de uma sugestão do deputado Eduardo Valverde (PT-RO), o Congresso transferiu R$ 2 milhões dos recursos destinados à Missão de Paz no Haiti para o programa de "Proteção a Defensores dos Direitos Humanos". Na justificativa da emenda, Valverde diz que "a incidência de crimes contra militantes dos Direitos Humanos (...) continua a ocorrer no país e os recursos orçamentários destinados a esta ação são insuficientes para atender todo o território brasileiro".

Na mesma MP, o deputado tucano Capitão Wayne (GO) conseguiu fazer a maior mudança de destinação de recursos em 2005. Graças a uma emenda de Wayne, que é policial militar, R$ 85,5 milhões que ajudariam as vítimas do maremoto asiático foram usados para a compra de 2.350 viaturas policiais nos estados.

A reportagem deixou recado no gabinete de Valverde, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. Já a assessoria do deputado goiano informou que ele estava em viagem ao interior do estado e não poderia, por isso, atender ao Congresso em Foco.

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006

GREENSPAN RECONHECE O PICO PETROLÍFERO

Alan Greenspan, presidente do banco central dos EUA, reconheceu publicamente a realidade do pico de produção petrolífera numa conferência dada em Tóquio a 17 de Outubro. Ele também considerou que doravante já não existe folga entre a oferta e a procura no mercado do petróleo, o que se reflecte no preço do barril.
"(...) a produção a partir das reservas de petróleo convencional (...) está destinada a atingir o pico", afirmou Greenspan. O presidente do Federal Reserve, que se vai reformar em Janeiro próximo, manifestou esperança no desenvolvimento de novas fontes de energia, "especialmente as fontes de petróleo não convencional". Assim, concluiu, "nós, e o resto do mundo, teremos sem dúvida de viver com as incertezas da geopolítica e de outras dos mercados petrolíferos.
O discurso de Greenspan está em:
http://www.energybulletin.net/9871.html

O CUSTO DA GUERRA DO IRAQUE

Os custos financeiros reais da guerra do Iraque para o governo dos EUA podem elevar-se até a US$ 2 trilhões, afirma Joseph E. Stiglitz, em estudo agora publicado. Este valor é superior em mais de 10 vezes àquele que fora considerado no início da guerra.
O estudo do Prof. Stiglitz, prémio Nobel de Economia, pode ser visto em:
http://www2.gsb.columbia.edu/faculty/jstiglitz/Cost_of_War_in_Iraq.pdf

NORUEGA DÁ O BOM EXEMPLO

O governo norueguês decidiu ignorar as listas de pessoas e organizações que a União Europeia considera como "terroristas". Trata-se uma decisão importante uma vez que essas listas constituem uma das ferramentas utilizadas contra as forças progressistas e revolucionárias de todo o mundo. Elas são adoptadas pela UE mas geralmente elaboradas pelo governo dos EUA.
A notícia está em:

A Lição do Hamas

A vitória esmagadora do Hamas nas eleições legislativas para a Autoridade Palestina foi uma vitória da combatividade. Os representantes do Hamas foram eleitos não porem serem muçulmanos e sim por serem combativos. Trata-se de um lição fundamental para aqueles que se dizem laicos, ateus, "de esquerda", ou até "marxistas" mas na vida real têm posições capituladoras e de compromisso com a reacção.
Assim, entre laicos conciliadores e religiosos combativos, os povos preferem os últimos — por serem combativos e não por serem religiosos. Esta lição é preciosa para o movimento revolucionário de todo o mundo. Hoje, tanto na Europa como em outros continentes, há numerosos partidos que se dizem comunistas mas já não o são. Transformaram-se na prática em partidos reformistas/possibilistas, que muitas vezes se prestam a por um carimbo "de esquerda" a políticas reaccionárias. Contudo, não chegam a obter as ditas "reformas possíveis" e acabam por desmoralizar-se. Foi o que aconteceu ao Fatah e ao PT aqui no Brasil, mas esse último de forma particular.

Colôbia bombardeia Equador e mata civis

Uma esquadrilha de helicópteros da Força Aérea Colombiana bombardeou alvos situados em território do Equador, motivando um protesto do governo deste país.
O governo fascizante de Álvaro Uribe admite que os pilotos podem ter cometido um erro. Na sua tentativa de justificação alega em explicações fantasistas que a área bombardeada é uma zona de fronteira e que os aparelhos pretendiam destruir uma coluna de 150 guerrilheiros das FARC.
Segundo o diário colombiano El Tiempo, fontes militares informaram em Bogotá que a operação foi executava porque o Estado-maior das Forças Armadas acreditava que o comandante Raul Reyes e outros membros do secretariado das FARC se encontravam na zona, situada entre os rios Cuembi e San Miguel.
A iniciativa fracassou. Se houve mortos, foram equatorianos. Não é a primeira vez, aliás, que forças colombianas desenvolvem acções militares em território do país vizinho, afirmando perseguir combatentes das FARC.
O governo de Quito recusou há três semanas uma proposta colombiana para «operações conjuntas» na fronteira.
A indignação popular no Equador foi grande. O presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros do Congresso pediu que o governo leve o assunto à ONU e à OEA, protestando contra as periódicas violações da soberania nacional pelas forças armadas colombianas.
Em Washington, o Departamento de Estado absteve-se de comentar o bombardeamento. Uribe é o melhor aliado de Bush na América Latina e, afinal, limita-se a imitar o que a US Air Force fazia no Sudeste Asiático quando, alegando perseguir vietnamitas, bombardeava áreas do Laos e do Camboja.

ContraPonto

As notas que abaixo seguem fazem parte da coluna ContraPonto assinada pelo signatário deste blog todos os sábados no Jornal de Santarém e Baixo Amazonas.

Ciúmes

A logomarca criada pelo cartunista Ziraldo para o 26° aniversário do PT, em fevereiro, provocou protestos do PSOL, sigla formada por dissidentes petistas. Ziraldo é filiado ao PSOL que também pediu para o cartunista desenhasse sua logomarca, um sol. “Não precisa nem ser uma constelação basta que seja um solzinho”, disse o Dep. Chico Alencar (PSOL-SP). O Pt disse que pagou pelos serviços do profissional, mas não revelou o valor.

Guerra Declarada

Uma cilada armada por um deputado do PSDB ameaça reduzir os repasses da União para São Paulo e deflagrar uma rebelião entre a maior bancada da Câmara e os representantes dos principais estados exportadores. Em seu relatório parcial ao Orçamento de 2006, o deputado Anivaldo Vale (PA) propõe uma mudança que, na prática, tira R$ 693 milhões do total que o governo paulista teria direito a receber da União para compensar as perdas da Lei Kandir.

Advogado do Diabo

O presidente do Supremo, Nelson Jobim, está mudando os rumos da história do país em suas interferências no legislativo. Em sua última decisão, proibiu a quebra do sigilo bancário de Okamoto, amigo de Lula e chefe do Senac. Jobim está sendo o advogado do governo federal ou como preferirem do Diabo.

Cota para Vagabundo

O presidente da Câmara dos Deputados impôs aos partidos uma cota mínima de presença. Com isso, não veremos em plenário às segundas e sextas mais do que 10% da força de trabalho da Câmara, 60 deputados “assinarão” o ponto, enquanto 453 desfrutarão de repouso remunerado no primeiro e no último dia da semana. Isso é um estelionato do dinheiro do trabalhador brasileiro.

Prisão

O ex-presidente do Banco do Brasil Paulo Cesar Ximenes e seis ex-diretores do bancão oficial nomeados sob FHC foram condenados a 11 anos de prisão, mais multas, pelos crimes de gestão temerária e desvio de crédito. Eles foram acusados de envolvimento em irregularidades na concessão de empréstimos à Encol entre 94 e 95. A construtora foi à falência em 99. Munição para o PT contra os tucanos.

Fundo

O Congresso Nacional está prestes a votar a criação do FGET (Fundo de Garantia das Execuções Trabalhistas). Abastecido com verbas públicas, o novo fundo tem um objetivo controverso. Será usado para pagar dívidas trabalhistas que não tenham sido honradas pelas empresas. Cobrirá os débitos de até R$ 14 mil que reconhecidos pela Justiça do Trabalho em última instância de julgamento.

Reforma Agrária camuflada

A mídia não deu muita importância para que o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, falou no meio da semana à imprensa nacional. Mas de perto, sua afirmação é uma mostra que o governo não possui políticas públicas voltadas para a Reforma Agrária.


Segundo o ministro, mais da metade das 127,5 mil famílias que o governo considera como “assentadas” continua morando em barracas de lona à beira de estradas e em meio a matagais. A outra fatia do bolo foi plantada em lotes sem infra-estrutura mínima para se produzir: água, energia elétrica, esgoto, transporte, estrada, crédito, etc.
Com a inclusão dessas famílias na lista de assentados pela Reforma Agrária, o governo aumentou seus índices em 10,9% se comparado ao número de assentados de 2005.


O ministro ainda tentou concertar o estrago que sua afirmação havia feito, alegando que nem seguida que os critérios adotados pelo governo não levam em as condições nas quais as famílias estão vivendo. Ou seja, para que o governo considere alguém como assentado, basta que esteja cadastrado no sistema do Incra como beneficiário do Programa Nacional de Reforma Agrária.

Nessas mesmas condições de assentados encontram-se milhares de famílias em nosso estado. São verdadeiras “invasões”. Como são chamadas as ocupações urbanas.
Segundo o Movimento dos Trabalhadores Sem-terra (MST), das 127,5 mil famílias consideradas assentadas em 2005, apenas 45,7% foram acomodadas em áreas de reforma agrária. Os 54,3% restante refere-se a assentamentos antigos ou a reordenação de assentamentos em terras públicas.