Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007

Alcoa afirma que valoriza empresários do oeste paraense

A Alcoa rebateu a afirmação feita pela Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES) e pela Associação Comercial e Empresarial de Juruti (ACEJ) de que a empresa mineradora não está direcionando investimentos para empresas do oeste paraense. O fato foi noticiado em matéria publicada aqui no Jornal de Santarém e Baixo Amazonas (JSBA) na edição passada, de 10 a 16 de fevereiro.
Em nota enviada a nossa reportagem, a Alcoa, que está construindo uma mina de extração de bauxita no município de Juruti, no Oeste do Estado, afirmou que o fortalecimento e a valorização da economia local é um dos princípios de atuação da companhia em todo o mundo. “A opção pelos fornecedores da região é um compromisso da empresa com o desenvolvimento do Estado do Pará e uma estratégia importante do ponto de vista logístico, econômico e de sustentabilidade”, afirma Cláudio Vilaça, gerente de Aquisição e Logística da Alcoa em Juruti.
A empresa destacou que uma das maneiras de demonstrar na prática a valorização dos fornecedores paraense foi criação da parceira da Alcoa com o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), que está desenvolvendo a indústria de base para atender aos padrões nacionais e internacionais de qualidade. “Além disso, existem as vendas indiretas para a Alcoa, movimentadas pelos fornecedores detentores de tecnologia e serviços de obras civis de grande porte”, afirma a empresa.
O gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa em Juruti, Mauricio Macedo, informou que é destinada uma atenção especial à qualificação da mão-de-obra local para assegurar mais oportunidades e competitividade aos profissionais da região. “O Programa de Qualificação de Mão-de-Obra beneficiará mais de dois mil profissionais e, hoje, mais de 80% dos funcionários que trabalham nas obras de implantação da Mina de Juruti são paraenses”, destacou Mauricio.


INVESTIMENTOS

A Alcoa afirmou ainda, que durante todo o ano de 2006, selou o compromisso de investir cerca de R$ 44 milhões em compras junto a empresas paraenses. Segundo a empresa, desse total, já foram efetivados mais de R$ 21,5 milhões em produtos e serviços. “Além disso, no início deste ano, foram formalizados dois contratos de grande porte com duas empresas paraenses para a compra de dormentes de concretos para a ferrovia e serviços de transporte fluvial, levando a um aumento substancial do montante comprometido de compra”, destacou a empresa.(Por Alailson Muniz)

Alcoa afirma que valoriza empresários do oeste paraense

A Alcoa rebateu a afirmação feita pela Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES) e pela Associação Comercial e Empresarial de Juruti (ACEJ) de que a empresa mineradora não está direcionando investimentos para empresas do oeste paraense. O fato foi noticiado em matéria publicada aqui no Jornal de Santarém e Baixo Amazonas (JSBA) na edição passada, de 10 a 16 de fevereiro.
Em nota enviada a nossa reportagem, a Alcoa, que está construindo uma mina de extração de bauxita no município de Juruti, no Oeste do Estado, afirmou que o fortalecimento e a valorização da economia local é um dos princípios de atuação da companhia em todo o mundo. “A opção pelos fornecedores da região é um compromisso da empresa com o desenvolvimento do Estado do Pará e uma estratégia importante do ponto de vista logístico, econômico e de sustentabilidade”, afirma Cláudio Vilaça, gerente de Aquisição e Logística da Alcoa em Juruti.
A empresa destacou que uma das maneiras de demonstrar na prática a valorização dos fornecedores paraense foi criação da parceira da Alcoa com o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), que está desenvolvendo a indústria de base para atender aos padrões nacionais e internacionais de qualidade. “Além disso, existem as vendas indiretas para a Alcoa, movimentadas pelos fornecedores detentores de tecnologia e serviços de obras civis de grande porte”, afirma a empresa.
O gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa em Juruti, Mauricio Macedo, informou que é destinada uma atenção especial à qualificação da mão-de-obra local para assegurar mais oportunidades e competitividade aos profissionais da região. “O Programa de Qualificação de Mão-de-Obra beneficiará mais de dois mil profissionais e, hoje, mais de 80% dos funcionários que trabalham nas obras de implantação da Mina de Juruti são paraenses”, destacou Mauricio.


INVESTIMENTOS

A Alcoa afirmou ainda, que durante todo o ano de 2006, selou o compromisso de investir cerca de R$ 44 milhões em compras junto a empresas paraenses. Segundo a empresa, desse total, já foram efetivados mais de R$ 21,5 milhões em produtos e serviços. “Além disso, no início deste ano, foram formalizados dois contratos de grande porte com duas empresas paraenses para a compra de dormentes de concretos para a ferrovia e serviços de transporte fluvial, levando a um aumento substancial do montante comprometido de compra”, destacou a empresa.

Mensaleiro terá pensão de R$ 11 mil

Reportagem de Alessandra Mello, do jornal O Estado de Minas, também reproduzida na edição de hoje (19) pelo Correio Braziliense, mostra que ex-deputado federal Romeu Queiroz (PTB), um dos parlamentares envolvidos com o escândalo do mensalão, ganhou na Justiça o direito de receber uma aposentadoria de cerca de R$ 11 mil, referentes ao três mandatos que exerceu como parlamentar estadual.

Segundo a reportagem, Queiroz é dono de um patrimônio declarado ao Tribunal Regional Eleitoral de R$ 6,2 milhões, "que engloba concessionárias de veículo e empresas de transporte de passageiro, além de muitas fazendas". A aposentadoria, diz o texto, foi aceita mesmo com a contribuição de apenas 12 anos, quatro a menos do que o exigido na época.

"Queiroz obteve ganho de causa na Justiça mineira, mas o Instituto de Previdência do Legislativo mineiro recorreu da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF) que, em dezembro, confirmou a sentença em favor do ex-deputado", explica a reportagem. De acordo com a reportagem, a aposentadoria ainda não está sendo paga, pois Querioz não entrou com o pedido para recebê-la no Iplemg. "Assim que isso for feito, o instituto terá de fazer um cálculo para saber qual o valor exato a ser pago ao ex-parlamentar, que exerceu três mandatos na Assembléia Legislativa e dois na Câmara dos Deputados", diz a matéria.

Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

Empresas do oeste querem investimentos da Alcoa




  1. Alailson Muniz
    Agência Amazônia



    A Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES) e a Associação Comercial e Empresarial de Juruti (ACEJ) não estão gostando da atenção que está sendo dispensada pela multinacional Alcoa às empresas do oeste paraense. A Alcoa está construindo uma mina de extração de bauxita no município de Juruti, no Oeste do Estado, que vai custar em torno de R$ 1,5 bilhões. Mas os empresários de Juruti e municípios vizinhos alegam que os principais investimentos estão indo parar nos bolsos de empresas do sudeste e sul do país.

    A situação foi exposta a imprensa em reunião realizada, na terça-feira (6), pela manhã na sede da ACES. O presidente da ACEJ, Otávio Barbosa, informou que o primeiro sinal de “desprezo” da Alcoa em relação ao empresariado local aconteceu quando a multinacional cortou o fornecimento de refeições que era feito por empresas de Juruti e Santarém sem prévio aviso e, em seguida, fechou um contrato com a também multinacional GR, que possui sede no Rio Grande do Sul. “Reunimos com a Alcoa e eles prometeram reverter essa situação o que não foi feito e por isso viemos somar forças junto a ACES para mudar esse quadro”, explicou Otávio Barbosa.

    Outra situação exposta pelos empresários diz respeito a um contrato firmado pela Alcoa com a empresa de locação de veículos Unidas, que possui sede no Estado de São Paulo. Os empresários novamente queriam que a prioridade fosse dada a empresas locais. “Não podemos deixar que o minério de Juruti seja explorado pela Alcoa sem que sejam deixados investimentos que possibilitem o desenvolvimento da região em longo prazo. Senão como vamos gerar empregos na região”, afirmou Francisco Fernandez. O empresário do ramo de pré-moldados disse que foi induzido por funcionários da Alcoa a fazer um investimento de R$ 100 mil reais em sua empresa para atender a demanda que apareceria com a instalação da mineradora, mas até agora está amargando um enorme prejuízo. “Até a farinha de mandioca, eles não estão comprando em Juruti”, emenda o empresário.

    A entidade representante dos empresários de Juruti também informou a imprensa que grande parte dos produtos consumidos pela Alcoa e seus funcionários estão sendo comprados na capital amazonense. Nesse caso, a empresa alega benefícios fiscais não encontrados no Pará. Para reverter essa situação, a ACES e ACEJ articulam uma audiência com a governadora do Estado, Ana Júlia Carepa, para sensibilizá-la em torno da questão. Na próxima semana, será a vez dos deputados estaduais e federais que foram eleitos por municípios do oeste paraense. “Vamos ter de nos apegar a força política para reverter a situação a nosso favor. O investimento que está sendo destinado para a região é muito pequeno”, argumenta Olavo das Neves.
    Os empresários também pretendem acionar a justiça para obrigar a Alcoa a dar prioridade às empresas da região. Eles alegam que houve uma falha por parte dos empresários durante as audiências públicas que discutiram a instalação da empresa na região. “Devíamos ter construído um documento assinado pelas partes, obrigando a Alcoa a valorizar o nosso empresariado local. Esse contexto ficou em aberto”, justifica o presidente da ACES, acrescentando que até o momento houve muita conversa por parte da Alcoa e pouca ação.


    INJEÇÃO
    A economia estadual recebeu uma injeção de recursos de R$ 44 milhões em 2006 segundo a própria Alcoa. Os recursos foram fruto da aquisição de produtos e serviços de fornecedores locais para a instalação do empreendimento. A prefeitura local também recolheu R$ 1,450 milhão em Imposto Sobre Serviço (ISS). Os dados foram apresentados pela empresa no dia 26 de janeiro, em Juruti, durante a abertura da exposição “Juruti Sustentável”.


    PRODUÇÃO

    A produção da Alcoa em Juruti está estimada em 2,6 milhões de toneladas por ano. O empreendimento da empresa inclui uma unidade de extração e beneficiamento de bauxita, um porto no rio Amazonas e uma ferrovia de cerca de 50 km de extensão, que transportará a bauxita da mina ao porto.

Sábado, Fevereiro 10, 2007

Sem estômago

A cobertura jornalística que está sendo feita pela Rede Globo sobre a conjuntura internacional é de embrulhar o estomago. Mentiras e absurdos são ditos na maior normalidade pelo casal de robozinho e pelo namoradinho da ex-garota do tempo. Puro terrorismo jornalístico.

Exemplo

A Câmara aprovou projeto que acaba com 1.050 cargos de natureza especial (CNEs), preenchidos sem concurso público, num esforço para melhorar a imagem da Casa. Com a medida haverá a economia anual de R$ 40 milhões. Foram mantidos 1.315 cargos.

Exemplo

A Câmara aprovou projeto que acaba com 1.050 cargos de natureza especial (CNEs), preenchidos sem concurso público, num esforço para melhorar a imagem da Casa. Com a medida haverá a economia anual de R$ 40 milhões. Foram mantidos 1.315 cargos.

Agricultura

A agricultura poderá receber, em 2007, reforço de até R$ 15 bilhões com a entrada do Banco do Brasil no segmento de títulos agropecuários, em meados deste ano. Sem o BB, as previsões eram de R$ 8 bilhões. De 2005, quando esse tipo de título foi lançado, até janeiro passado, as emissões pelas instituições que oferecem o produto somaram R$ 3,4 bilhões. A entrada do banco deve aquecer o mercado. Em 2005, o BB fez emissões, mas não tinha estrutura para atender à tamanha demanda.

Sem rumo

A reunião do presidente Lula com ministros de sua equipe, que teve lugar no Palácio da Alvorada na noite de terça-feira deixou clara a divergência, na área econômica, sobre as razões que levaram a nova apreciação da taxa de câmbio da semana passada para cá. Além dos ministros da Fazenda e do Planejamento, participou o presidente do Banco Central.

Terça-feira, Fevereiro 06, 2007

O Brasil de Lalau e o de Joana

Os jornais de 31 de janeiro informaram que, na véspera, o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, fora devolvido ao recesso do lar. Aos 78 anos, condenado a 26 e meio de prisão por ter desviado R$ 169,5 milhões das obras do Fórum Trabalhista, tivera o sossego interrompido, na semana anterior, por uma juíza convencida de que a lei vale também para desembargadores gatunos.

Até então, Lalau vinha cumprindo a pena em casa. A decisão transferiu-o para a carceragem da Polícia Federal, reservada a delinqüentes que sabem comer com os talheres certos. Paulo Maluf, por exemplo, ali se hospedou por 40 dias. Lalau só ficou seis. No sétimo, saiu da prisão de maca e embarcou na ambulância que o entregaria, de novo, ao convívio da família.

De bermuda amarela, camisa xadrez e sandálias, cruzou a calçada de olhos fechados e sem palavras. 'Ele está muito deprimido', jura o advogado Ricardo Sayeg. 'Precisa de cuidados médicos e psiquiátricos'. Deve ser tratado, concordou a Justiça. Em casa.

Nos jornais do mesmo dia 31, outra notícia reafirmaria dramaticamente que o Brasil de Lalau é muito distinto do habitado pela gente humilde. Neste, faltam médicos, faltam enfermeiros, falta misericórdia. Pobres não conhecem atestados médicos que libertam. Só atestados de óbito.

Na madrugada de 28 de janeiro, enquanto um médico examinava o juiz Lalau na carceragem da PF, Joana Gomes de Almeida, 17 anos, acordou com fortes cólicas no barraco que dividia com a avó na Baixada Fluminense. Grávida de nove meses, sentiu que Ronald Jr. estava para nascer.

Chegou às 6h30 daquele domingo, no caminhão de um vizinho, à maternidade de Xerém. Não havia anestesista. Joana foi levada ao hospital de Caxias. Entrou na fila às 7h30. A demora no atendimento, as dores e os relatos que ouviu dos companheiros de calvário a aconselharam a partir.

Às 11 horas, estava implorando por um médico no saguão da ProMatre, maternidade particular do Rio. Para uma brasileira desempregada, que se aproximava da maioridade graças à aposentadoria da avó, não é fácil chamar a atenção de doutores de luxo. Joana queixou-se. Segundo a prima Bianca, uma médica repreendeu-a: 'Na hora de fazer neném, você não sabia que isso ia doer?'

Um desconhecido, intrigado com o choro convulsivo daquela jovem na entrada de um hospital, perguntou o que havia. Deu-lhe dinheiro para procurar de táxi outro hospital. Joana chegou às 17 horas ao hospital do Andaraí, da rede federal. Só seria atendida à noite. Os médicos enfim admitiram que a moça estava em trabalho de parto. O filho nasceu morto. A mãe morreu às 4h30 de segunda-feira. Lutara 22 horas.

'O atendimento à saúde no Brasil está perto da perfeição', discursou há meses o presidente da República. Lula já não vive há muito tempo no mundo das joanas, onde nasceu. É o dos mortos prematuros. Ele agora passa quase o tempo todo no Brasil dos lalaus. É o dos vivos demais.

Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

Acusados de escravizar trabalhadores no PA ficarão presos

Tenório Silva Lacerda e Valdir Leandro de Sá foram detidos no dia 4 de dezembro
Paulo R. Zulino



(Agência Estado) SÃO PAULO - Dois fazendeiros acusados de manter cerca de cem trabalhadores em regime de escravidão no município de Pacajá, no Pará, devem continuar presos. O presidente em exercício do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), ministro Francisco Peçanha Martins, negou liminar por meio da qual a defesa pretendia revogar o decreto de prisão preventiva.

Tenório Silva Lacerda e Valdir Leandro de Sá foram presos no dia 4 de dezembro de 2006, quando uma equipe móvel do Serviço de Repressão ao Trabalho Forçado constatou a prática do crime durante uma fiscalização na Fazenda Amazônia.

A visita ocorreu após várias denúncias encaminhadas ao Ministério do Trabalho. O local já foi alvo de fiscalização outras duas vezes. Na primeira oportunidade, foram encontrados 17 trabalhadores em condições de escravidão e na segunda, outros 20.

Antes da decisão do STJ, a defesa dos fazendeiros havia pedido o relaxamento da prisão, mas o juiz da subseção de Altamira negou. Então, os advogados entraram com habeas-corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, alegando constrangimento ilegal, pois os acusados teriam sido mantidos na prisão por autoridade incompetente, mas a liminar também foi negada.