Segunda-feira, Abril 30, 2007
Quem ri por último
A indisponibilidade dos bens de Ademir Andrade determinada pela justiça federal abriu um largo sorriso no rosto do vice-governador do Pará, Odair Correa. Ele jura que não tem nada a ver com a história.
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Perseguição
Diretores de escolas ameaçaram demitir os professores que participaram da Marcha pela Educação realizada pelos sindicatos da classe na última quarta-feira (25). Alguns professores ficaram com bastante medo quando perceberam que toda a movimentação da marcha estava sendo filmada pela assessoria de imprensa da prefeitura.
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6:40 PM
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ÔNIBUS
É só surgir rumores de aumento de passagem de ônibus em Belém que o sindicato dos rodoviários em Santarém ensaia uma greve. O pior é que a greve sempre é a desculpa dos empresários para o aumento da passagem. Estranho isso! O Ministério Público devia investigar e nós também. Anotem aí, a passagem vai chegar em R$ 1,45. Quero ver qual vai ser a postura da prefeitura.
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6:10 PM
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Sexta-feira, Abril 27, 2007
Quem é o pai?
Tanto o deputado Antônio Rocha quanto o também deputado Alexandre Von estão pedindo a implantação de unidades da Sectam e do Iterpa em Santarém. Resta saber, se no final das contas, os dois vão ser pais ou pai e mãe dos filhos.
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Hospital Regional
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3:25 PM
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Lideranças denunciam Incra e pedem intervenção do MPF
Uma comitiva formada por lideranças do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Serra Azul, localizado a 105 km do município de Monte Alegre, oeste do Estado, esteve no Ministério Público Federal (MPF) em Santarém, onde entregou ao procurador Felipe Fritz Braga um documento contendo uma série de denúncias contra o gerente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Monte Alegre, João Evangelista da Fonseca.
Acompanhada pelo procurador jurídico da cidade, o advogado Salin Sadala, e pelo vereador Arinos Brito Chaves, o grupo também informou que vai pedir uma intervenção do MPF na unidade do Incra. Eles acusam João Evangelista de ter fechado um contrato com a empresa madeireira Agroindustrial Florestal Serra Azul Ltda. O acordo permitiria que a empresa realizasse a divisão dos lotes da área do assentamento e, em troca, como pagamento, receberia toda a madeira extraída da área. A informação teria sido descoberta por Marcelino Gregório, uma liderança do assentamento.
Os assentados estão revoltados e pedem que o suposto contrato seja anulado. 'O contrato prejudica todos os produtores e nós queremos que os órgãos competentes tomem providência. A madeireira está desmatando a área. O Incra está em conluio com a madeireira', acusa o presidente da Associação dos Produtores Rurais do PDS Serra Azul, Lúcio Barbosa da Mota.
Os assentados também protocolaram as denúncias na Superintendência da Polícia Federal e na gerência executiva do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). A prefeitura foi acionada pelos assentados e ficou sensibilizada com a falta de infra-estrutura do PDS. (Alailson Muniz/Agência Amazônia)
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12:54 PM
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Norte tem o 2° pior piso do país
É de pouco mais de um salário-mínimo a média dos pisos salariais estabelecida na região Norte no ano passado em convenções coletivas de trabalho. Segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) feita em 16 Estados, divulgada ontem, a média da região é a segunda pior do País, ganhando apenas do Nordeste, que registrou o pior nível salarial de 2006 (1,31 salário-mínimo). Em todo o País, mais de 70% dos valores estabelecidos como piso salarial em 452 negociações não ultrapassam o valor de um salário e meio. Mais da metade desses pisos está localizada na faixa entre um e 1,25 salário-mínimo.
Para efeito de comparação, em 2004 e em 2005 o percentual máximo de pisos entre um e 1,5 e até 1,5 salário mínimo foram de 25% e 50%, respectivamente. Segundo os técnicos do Dieese, isso revela que os aumentos reais estabelecidos para o mínimo neste período não foram incorporados integralmente nas negociações coletivas. Ainda pelos dados do Dieese, a média dos pisos, que equivalia a pouco mais de 1,7 salário mínimo em 2004 e 2005, caiu para 1,47 no ano passado.
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12:45 PM
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Polícia coibe exploração sexual em Altamira
Impedir a exploração sexual de menores é o objetivo de uma ação policial que acontece na noite desta sexta-feira (27) em Altamira, sudoeste paraense.
A operação só termina no domingo (29). Políciais civis, militares e agentes de entidades ligadas à defesa da criança e adolescentes vão visitar bares, boates, o cais do porto e a orla da cidade entre outros locais. ' São lugares considerados rotineiros em ações desse tipo', explicou o delegado Luiz Nicácio.
Na segunda-feira (30) será divulgado um balanço da operação. Anapu, Uruará e Senador José Porfirio também serão fiscalizados pelas equipes. (Fonte: O LIBERAL)
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12:36 PM
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Terça-feira, Abril 24, 2007
UJS vence eleição de CA da UEPA
A União da Juventude Socialista (UJS), que representa a juventude partidária do PC do B, venceu com 75% dos votos, as eleições do Centro Acadêmico (CA) de Pedagogia da Universidade do Estado do Pará (UEPA).
O embate foi contra o PSTU. O pleito foi realizado na última sexta-feira (13). A diferença foi de 193 votos. O curso de Pedagogia foi unificado ao extinto curso de Formação de Professores da Universidade Estadual, e conta hoje com mais de mil estudantes, o que o tornou o maior curso da Universidade, o segundo maior do Estado do Pará.
A chapa UNIR PARA CONSTRUIR foi encabeçada pela UJS e composta em sua maioria por militantes, contando também com a participação de simpatizantes e independentes. “O discurso avançado e as propostas coerentes contribuíram para o grande desempenho na votação, além atrair o interesse do conjunto dos estudantes e o apoio de outros Centros Acadêmicos , inclusive, de DCE´s de outras Universidades, como DCE/UVA, DCE/UNIP, DCE/FAP, DCE/CEFET, entras entidades estudantis”.
A polarização da eleição entre a chapa da UJS, que é apoiada pela União Nacional dos Estudantes e a chapa do PSTU, que defende uma entidade paralela, a CONLUTE, deixou tenso o clima de disputa. A chapa da UJS obteve 270 votos, a chapa adversária obteve 87 votos e apenas 03 votos nulos.
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8:53 PM
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Segunda-feira, Abril 23, 2007
PGR denuncia Medina, desembargadores e procurador
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Medina, foi denunciado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, por formação de quadrilha, corrupção passiva e prevaricação –quando o funcionário público deixa de cumprir sua função para garantir interesse pessoal. A denúncia do procurador, encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira, só foi divulgada na tarde de ontem (21).
Souza também denunciou, pelos mesmos crimes, três desembargadores e o procurador-regional da República João Sérgio Leal Pereira. Os desembargadores são José Eduardo Carreira Alvim e José Ricardo de Siqueira Regueira, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, e Ernesto da Luz Pinto Dória, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região.
O procurador-geral pediu a prisão preventiva dos cinco acusados, mas o pedido foi negado por Cezar Peluso, ministro responsável pelo caso no Supremo.
Ao contrário, Peluzo mandou soltar os três magistrados e o procurador presos ontem. Eles foram soltos, à exceção de Dória, que ficou detido por ter sido preso pela Polícia Federal por porte ilegal de arma. Só os acusados sem foro privilegiado, como os bicheiros, ficaram na cadeia. (Agência Brasil)
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Justiça acata decisão do STF de soltar presos da Operação Furacão
Foram soltos nesse final de semana os desembargadores Ernesto da Luz Pinto Dória, José Eduardo Carreira Alvim e José Ricardo de Siqueira Regueira. O procurador-regional da República do Rio João Sérgio Leal Pereira também foi solto. Segundo Peluso, a liberação dos presos não trará prejuízos às investigações.
“Acato inteiramente a decisão da Justiça. A Justiça entendeu que não haveria prejuízos para o andamento do processo e fez a sua liberação. Do ponto de vista rigorosamente técnico, não há nenhum erro nas decisões que foram tomadas até agora”, disse.
Tarso Genro também afirmou que o seu assessor especial no ministério Zaquel Teixeira, que foi citado nas conversas telefônicas interceptadas pela PF, não será afastado. “Houve citação de marginais do nome dele. Já falei com a PF e não há investigação, indício ou preocupação quanto a isso. Não há o que corrigir quanto a ele no ministério”, disse.
Corporativismo?
O ministro do STF Marco Aurélio Mello saiu em defesa do colega Cezar Peluso e afirmou que a decisão de liberar os quatro presos não pode ser traduzida como uma atitude corporativista.
“Não há corporativismo. A atuação judicante é uma atuação que se faz sem se levar em conta a capa do processo, os envolvidos. O que se considera é o conteúdo do processo”, afirmou Marco Aurélio.
“O que ocorreu foi que o ministro enfrentou a matéria no âmbito da respectiva competência. Só deliberou quanto àqueles que estão vinculados ao procedimento que corre no Supremo. Como ele desmembrou e mandou o restante do inquérito para o Rio, incumbirá à juíza decidir”, complementou.
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Terça-feira, Abril 17, 2007
Ana Júlia pede desculpas em nome do Estado pelo massacre de Eldorado dos Carajás
As declarações da governadora foram feitas durante a celebração ecumênica e ato público que marcaram os onze anos do que ficou conhecido mundialmente como o "Massacre de Eldorado do Carajás", quando 19 sem terra foram mortos pela Polícia Militar. A solenidade contou com a presença do presidente nacional do Incra, Rolf Hackbbart, secretários de Estado, deputados estaduais, prefeitos e vereadores da região, e lideranças de trabalhadores rurais. O frei Henry des Roziers, da Comissão Pastoral da Terra, também estava presente.
A governadora anunciou o apoio à agricultura familiar, o início do Planejamento Territorial Participativo (PTP), a revisão da análise dos danos morais e físicos sofridos pelas vítimas do massacre e o envio de Projeto de Lei para a Assembléia Legislativa definindo valores para a pensão dos familiares das vítimas.
Outro anúncio feito pela governadora foi o convênio assinado com a prefeitura de Eldorado dos Carajás para a construção da escola "Oziel Alves Pereira", no assentamento 17 de Abril. O superindente do Incra, Rolf Hackbbart anunciou também o assentamento de famílias de sem terra nas áreas das fazendas Peruana, Rio Vermelho e Cabaceiras.
Em seu pronunciamento, o frei Henry dês Roziers disse que era "muito bonito e difícil o gesto da chefe de Estado, em reconhecer um erro que levou à morte tantas pessoas".
No final da manhã, a governadora recebeu o título de "Cidadã Eldoradense", concedido pela Câmara Municipal de Eldorado do Carajás. "Vou dar uma boa notícia, no segundo semestre estaremos inaugurando a Feira do Produtor", anunciou Ana Júlia, na ocasião.
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Pulos de alegria!
A prefeita Maria do Carmo não gostou da manchete do O LIBERAL de segunda-feira (16). Ela deve enviar uma carta ao jornal reclamando da notícia.
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Dom Esmeraldo chega amanhã a Santarém
O novo bispo da diocese de Santarém (PA), Dom Esmeraldo Barreto de Farias, chegará à cidade no próximo dia 18 de abril. Dom Esmeraldo é aguardado pelos fieis católicos da diocese desde sua nomeação pelo papa Bento XVI, no dia 28 de fevereiro. No dia 20 de abril, acontecerá uma sessão solene de acolhida na Igreja de N. Sra de Fátima, às 19h, com a presença de todas as organizações pastorais da diocese e autoridades civis e militares. Durante a solenidade será realizado um recital pela Equipe de Canto da Igreja de Fátima e pela Orquestra Maestro Wilson Fonseca. A celebração de posse de Dom Esmeraldo será no dia 22 de abril, às 8h da manhã, na Igreja do Santíssimo Sacramento.
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MPF pede atendimento médico urgente para ribeirinhos de Altamira (PA)
O Ministério Público Federal entrou com ação civil pública, com pedido de liminar, para que a Justiça determine o imediato atendimento à saúde da população ribeirinha de Altamira, no sudoeste do Pará. Ajuizada nesta segunda-feira, 16 de abril, a ação pede que a União, o Estado do Pará e a prefeitura de Altamira sejam obrigados a realizar comandos médicos mensais para atender os habitantes das margens do rios Xingu, Riozinho do Anfrísio, Iriri e Curuá. O MPF solicita a aplicação de multa diária de R$ 10 mil para cada um dos entes federados que não cumprirem a decisão.
O procurador da República Marco Antônio Delfino de Almeida pede à Justiça, ainda, que a prefeitura seja proibida de veicular propagandas relativas a obras públicas ou à saúde quando não tiverem caráter educativo, informativo ou de orientação social e que na publicidade não constem nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. Os recursos programados para veiculação de propagandas que não cumpram tais parâmetros devem ser direcionados para serviços de saúde, solicita o procurador.
O texto da ação informa que, depois de uma série de denúncias sobre a precariedade do atendimento médico, em fevereiro de 2006 foi realizada uma missão com suporte da Força Aérea para socorro à população afetada. Os principais problemas de saúde detectados foram a anemia, desnutrição e dermatose. Diante desse quadro, o MPF promoveu reuniões em sua sede de Altamira em busca de soluções que permitissem uma prestação mínima de serviços de saúde às populações tradicionais.
As reuniões aconteceram ao longo de 2006 e início de 2007. Por duas vezes foram planejados comandos médicos emergenciais e por uma vez foi pactuada a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta. A prefeitura alegou que não dispunha de médicos nem de recursos e nenhuma decisão foi tomada. No entanto, o MPF fez um levantamento dos recursos municipais e concluiu que há condições de realizar o atendimento aos ribeirinhos.
“Os recursos existem. Estão apenas irregularmente empregados”, afirma o procurador, que apresentou uma série de comparações de gastos da prefeitura. Em 2006, enquanto que a destinação orçamentária para assistência a comunidades em situação de emergência foi de R$ 5,5 mil, foram destinados à divulgação de atividades da prefeitura mais de R$ 302 mil. “Óbvio que a destinação de partes dos recursos citados para atendimento médico à população ribeirinha representaria o cumprimento dos desígnios constitucionais ao priorizar a vida em detrimento de eventos, comemorações, brindes e divulgação de realizações”, observa Almeida.
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Segunda-feira, Abril 16, 2007
DADOS DA CPT REVELAM QUE IMPUNIDADE MANTÉM VIOLÊNCIA NO CAMPO
Os dados dos conflitos e violências de 2006 reafirmam que permanecem intocados os alicerces da concentração da propriedade, sua defesa como valor quase absoluto, a truculência dos que dela se apropriaram e, sobretudo, a impunidade.
Os trabalhadores e trabalhadoras rurais continuam sendo reprimidos e sofrendo violências. Em 2006 houve um aumento de 176,92% das tentativas de assassinato em relação a 2005. Em 2006 registraram-se 72, enquanto no ano anterior foram 26. O número de prisões também sofreu um significativo aumento, de 261 trabalhadores presos em 2005 para 917 em 2006. Um crescimento de 251,34%. Houve também um crescimento de 2,63% no número de assassinatos. Em 2006, 39 pessoas foram assassinadas. Em 2005 foram 38.
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De volta
Vamos fazer esforço para voltar a postar diariamente neste espaço. Os enfoques que estavam sendo predominantemente nacionais darão espaço também, agora, a notícias regionais e locais.
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Encanto
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Trabalhadores madeireiros fazem protesto em Altamira
Os trabalhadores do setor madeireiro de Altamira vão organizar um ato público, nesta terça-feira, dia 18 de abril, em frente à Câmara Municipal, em favor dos empregos gerados pela principal atividade econômica da região. A categoria espera conquistar o apoio do prefeito, vereadores, comerciantes, estudantes e sociedade em geral. Eles protestam contra a crise do setor florestal no Pará, ocorrida, segundo eles, “devido à não liberação dos planos de manejo pelo governo do Estado e a conseqüente falta de matéria-prima legal para trabalhar”, que “tem causado inúmeras repercussões econômicas e sociais nos municípios pólos da produção madeireira. Além da classe empresarial, que vem se manifestando perante a opinião pública nas últimas semanas”.
A programação não se encerra em Altamira. Na quarta-feira, os trabalhadores de outras cidades - já estão confirmadas Paragominas, Jacundá, Tomé-Açu, Tucuruí, Goianésia, Breu Branco, Tailândia e Novo Progresso - organizados pela Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário do Pará e Amapá (Fetracompa) e seus mais de 30 sindicatos filiados, também farão atos públicos simultâneos. A mobilização do interior do Estado culminará com a audiência pública na Assembléia Legislativa em Belém, na quinta-feira, dia 19 de abril, a partir das 9h. A sessão foi fruto de requerimento do presidente da Casa, deputado estadual Domingos Juvenil (PMDB).
“O que eu observo é que não querem enfrentar o problema de frente. Fizemos várias reuniões com os órgãos públicos, mas não deu em nada. Os planos de manejo não são liberados, as empresas são obrigadas a fechar as portas, os trabalhadores são demitidos. Somos a favor do uso racional da riqueza florestal como fonte de geração de emprego para esse povo que hoje está sem perspectiva”, afirma Agnaldo Alcântara, presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário do Pará e Amapá (Fetracompa).
Segundo ele, os trabalhadores, empresários e políticos do interior do Pará já estão bastante preocupados com o desemprego gerado pela crise no setor produtivo florestal. “Não temos dados de desemprego, mas sabemos que é muito grande. A falta de ação do governo está emperrando a produção madeireira. O governo tem tudo para resolver o problema”. Muitos trabalhadores já perderam seus empregos e suas famílias estão ficando em situação de risco. “Precisamos nos unir para defender o nosso direito de trabalhar e de contribuir para o desenvolvimento do Estado”, afirma Alcântara
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MPF ajuiza nova ação contra a hidrelétrica de Belo Monte
O Ministério Público Federal no Pará ajuizou ação civil pública contra a Eletrobrás (Centrais Elétricas Brasileiras SA) para impedir a apresentação dos Estudos de Impacto Ambiental da hidrelétrica de Belo Monte sem a obrigatória participação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente). O MPF pediu à Vara Federal de Altamira que conceda liminar, em caráter urgente, para impedir que a estatal apresente o Eia-Rima antes da edição do termo de referência, o documento inicial de qualquer licenciamento ambiental, emitido pelo órgão licenciador.
O termo de referência contém todas as questões que devem ser respondidas pelo Estudo, mas, no licenciamento de Belo Monte, ainda não foi consolidado. Isto porque a sentença judicial autorizando a confecção do Eia-Rima só foi enviada ao Ibama no último dia 29 de março e “não é crível que no espaço de tempo de cerca de dez dias tenham sido efetivadas as inspeções no local, realizadas reuniões com as comunidades afetadas e concluído o termo de referência de uma obra de tal magnitude”, como registram os procuradores da República na ação ajuizada na Justiça Federal.Os procuradores também explicam que, mesmo sem o termo de referência, há risco concreto de que mais uma vez a Eletrobrás cometa irregularidades na pressa de iniciar a obra. É que a empresa agendou para o dia 17 de abril (terça) uma audiência pública em Altamira, possivelmente para apresentar os resultados de um estudo elaborado pelas empreiteiras Camargo Correa, Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez, que formaram consórcio e assinaram convênio com a estatal para financiar os estudos de viabilidade da hidrelétrica.
Para o MPF, quaisquer estudos feitos por essas empresas devem ser descartados, “porque foram efetivados à margem de qualquer intervenção do Estado”.O consórcio chegou a contratar uma consultoria ambiental para desenvolver estratégias para que os estudos * feitos sem qualquer procedimento legal * fossem apresentados como justificáveis perante a opinião pública. Em um documento que faz parte da ação ajuizada, a E-labore propõe "mudar, devido às circunstâncias emergenciais, o escopo do discurso estratégico, se provocados pela mídia ou sociedade, para explicar a realização dos atuais estudos, antes da consolidação do termo de referência". Para o MPF, a estratégia expressa pela E-labore e a própria presença das empreiteiras que, presumidamente, seriam as maiores interessadas na obra, demonstra o intento da Eletrobrás de fazer um licenciamento apenas formal.
“O licenciamento ambiental de um empreendimento que irá afetar diversas comunidades indígenas e populações tradicionais e custará bilhões de reais é tratado como mera formalidade a ser cumprida para a desejada implantação. Se existe alguma deficiência basta ludibriar a população e comunidades afetadas, ou, numa linguagem mais apropriada, mudar, devido às circunstâncias emergenciais, o escopo do discurso estratégico”, ironizam os procuradores da República Marco Antonio Delfino de Almeida e Felício Pontes Jr, responsáveis pela ação. (Procuradoria da República no Pará/ Ascom)
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Segunda-feira, Abril 02, 2007
Noiva processa padre que faltou ao casamento no Pará
O padre espanhol Diego Arroyo está sendo alvo de uma ação inusitada na justiça brasileira: ele faltou a um casamento marcado no dia 25 de fevereiro do ano passado e agora a noiva quer 60 salários mínimos de indenização no Juizado Especial Cível da comarca de Castanhal, a 65 km da capital paraense. A audiência de julgamento foi marcada para o próximo dia 30 deste mês.
"Eu não tenho nada a ver com os problemas dele, as brigas internas dentro da Igreja Católica. Fazendo o que esse padre fez comigo, ele é mais pecador que cada um de nós", desabafou a noiva, Marcela de Lima Ferreira. Ela disse que a justiça precisa ser feita nesse caso para que o padre aprenda a não fazer com outras pessoas o que fez com ela.
Ferreira conseguiu casar em outra igreja, mas enfrentou aborrecimentos com o padre substituto, que vetou uma banda escolhida pelos noivos para tocar na igreja, além de esperar por mais de duas horas que a papelada de seu casamento fosse localizada na paróquia de Arroyo. "O que era para ser o momento mais feliz da minha vida virou angústia e horror", completa.
Arroyo nega ter se recusado a fazer o casamento, alegando que tudo não passou de "equívoco e confusão" provocados por um conflito na Igreja Católica de Castanhal envolvendo os religiosos do movimento providentino, que foram expulsos da diocese por se negarem a desistir de fazer cumprir mandado judicial de reintegração de posse de um terreno que a congregação garante ser dela.
O pedido de desistência havia sido feito pelo arcebispo de Castanhal, dom Carlos Verzeletti. A Polícia Militar cumpriu a ordem judicial e 200 invasores sem teto foram expulsos do terreno. O padre Jonas, que faria parte da congregação rebelde, segundo Ferreira, passou a comandar um boicote nos serviços da secretaria da paróquia Cristo Rei, de onde foi afastado e substituído por Arroyo. O que ele chama de "equívoco" foi o fato de a secretaria da paróquia não ter relacionado o quarto casamento daquele dia, justamente o de Ferreira. Arroyo celebrou os outros três casamentos e foi embora.
A advogada do padre, Solange Mota, pensa de maneira diferente. A noiva é quem deveria ser processada, e não Arroyo. E acusa Ferreira de querer obter lucro "usando de má-fé". Segundo Mota, antes de fazer tanta confusão e meter a justiça na história, Ferreira deveria ter ido ao bispo queixar-se do padre. E disparou: "ela deveria ser punida por ocupar a justiça com futilidade". (Agência Estado)
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