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A certeza da impunidade que sangra o país

A reação de Jader Barbalho a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que cassou o seu registro de sua candidatura ao senado brasileiro deveria ser capa de todos os jornais sérios do país.

É uma reação típica da cultura que impera na política brasileira: se eu tenho poder, eu tenho a certeza de minha absolvição.

Jader tem essa certeza. A sua reação antecipou a decisão do recurso que vai ajuizar no Supremo Tribunal Federal (STF). A única coisa que o egrégio tribunal pode fazer agora para não ficar feio na foto é deixar o julgamento do recurso em banho-maria. Desse modo, poderá ser julgado daqui a uns 52 anos e Jader já não estará mais entre nós.

O recurso de Jader ao Supremo representa a certeza da impunidade que sangra o país.

Uma “excrescência”. Foi assim que o cacique peemedebista conceituou a decisão ao comentá-la.

Isso mesmo. Uma excrescência. Como diria os nossos dicionários: uma saliência. Uma coisa inútil ou desnecessária; superfluidade.

Aqui abaixo você lê a nota do blog da jornalista Rita Soares, que expõe a reação de Jader. Rita é repórter de política do Diário do Pará, jornal impresso dos Barbalhos.



Para Jader decisão do TSE é "excrescência"

O blog conversou agora com o deputado federal Jader Barbalho, candidato ao Senado.
Ele disse que já esperava a decisão do TSE e afirmou estar confiante de que a decisão será reformada no Supremo Tribunal Federal.
“O Supremo não vai aceitar essa excrescência do TSE. Vou me eleger Senador e estou confiante na decisão do Supremo”.
A certeza e que a cassação do registro não vai prosperar na última instância, segundo ele, vem do teor dos votos dos ministros Marco Aurélio e Marcelo Ribeiro. Este último questionou a inelegibilidade agora, após duas eleições (em 2002 e 2006) em que Jader fora considerado elegível.
O deputado disse estar tranquilo e garantiu que a campanha continuará no mesmo ritmo.
“O abalo dessa decisão foi zero. Quantas campanhas já sofri e meu prestígio só fez aumentar? Estou seguro, tranquilo. Só não estaria se não tivesse apoio do povo”.

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