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Flanelinhas roubam objetos de carros estacionados

No Quarto Poder, do jornalista Marcos Santos:


A ação dos guardadores de carros, também conhecidos como ‘flanelinhas’, está aterrorizando proprietários de veículos que utilizam as vias públicas do centro comercial como estacionamento. Os furtos de objetos do interior dos veículos têm ocorrido com frequência, sem que ninguém se responsabilize pelo sumiço dos pertences dos proprietários.

Os roubos acontecem geralmente após a pessoa estacionar o carro. Alguns minutos depois, quando ela retorna, percebe que está faltando de algum objeto. O que chama a atenção das vítimas é que os gatunos não deixam rastros que possam incriminá-los e tentam confundir a cabeça das pessoas, alegando que elas não deixaram nada no interior de seus veículos. Como não há indícios de arrombamento, a vítima acaba se convencendo e vai embora atônita. Só depois é que percebe que foi alvo de um roubo.

A maioria dos furtos ocorre nas ruas próximas à praça da Matriz. Naquele entorno, muita gente se queixa que teve algum pertence furtado do interior de seu carro. Mesmo diante da certeza do furto, a vítima não registra ocorrência à polícia, temendo sofrer algum tipo de represália e também por não ter como provar o delito praticado.

O comerciante J. B foi uma das vítimas dos ‘flanelinhas’. Em um sábado, enquanto fazia compras no comércio, ele estacionou sua camionete utilitária no mesmo lugar onde a deixa todo final de semana. Quando voltou percebeu que seu aparelho de cd-player havia sumido. Ele imediatamente procurou pelo rapaz que ficou guardando o seu carro. O ‘flanelinha’ jurou que não viu ninguém se aproximar do veículo e que, portanto, não poderia ajudá-lo. O prejuízo do comerciante foi estimado em R$ 350,00. Também por se sentir ameaçado, ele não registrou queixa na polícia.

O QP conversou com alguns guardadores que se eximem de qualquer culpa pelos furtos ocorridos, porém, os mais antigos incriminam os ‘novatos’, dizendo que alguns utilizam uma chave mestra para abrir as portas dos carros. Leandro*, que trabalha na avenida Tapajós há vários anos, reconhece que a profissão não é bem vista pela sociedade e quando acontece atos desta natureza, eles serão sempre os principais suspeitos. “Não dá para dizer que foi e nem culpar ninguém, já que a área é pública e aqui trabalham várias pessoas. Mas tem gente que vem aqui só aventurar e praticar furtos ou vender droga”, denunciou, sem citar nomes.

Apesar de existir um posto da PM na praça do relógio, a presença da polícia não inibe a ação dos delinquentes.

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