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Sairé em três toques


Aculturados

Não se pode esperar admiração de cultura num evento cultural nesses tempos modernos, pois a geração que se aproxima é aquela que admira Restart, Malhação e Lady Gaga, além de odiar Chico Buarque e uma boa leitura.

 

 Sem identidade

Do ponto de vista de gestão, o Sairé ainda não se definiu, ainda não se modelou. Está sem forma, sem identidade e essa indefinição é motivada, em parte, pela incompetência administrativa e pela má fé de algumas pessoas que tomam a frente do evento. Por enquanto, as belezas naturais de Alter do Chão estão "segurando as pontas", mas não vai durar por muito tempo.

 

Dependência estatal

Pelos mesmos motivos expostos acima, a maior manifestação folclórica do Oeste do Pará não consegue sair da dependência estatal: seja do poder público municipal ou mesmo estadual. Esses dois entes têm sido a principal fonte de recursos da festa. Os gestores e organizadores do Sairé "viciaram" a organização do evento e não conseguem atrair investimentos do setor privado. Um trágico sinal de depauperamento da festa.

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