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Mandioca terá a menor safra em 10 anos

Em O Liberal:

O Brasil terá a menor safra nacional de mandioca dos últimos dez anos, de acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Pará, maior produtor brasileiro da raiz, deve produzir cerca de 4,6 milhões de toneladas, uma baixa de 2,5% em relação a 2012. Este ano, a produção nacional da mandioca deverá ficar em torno dos 21,4 milhões de toneladas, redução de 8,4% em relação ao ano anterior, que já teve uma queda de 24,5% em comparação com 2011. A situação, somada à ascensão da procura, leva à disputa pela farinha e pela raiz, o que pode ocasionar preços ainda mais elevados para seus derivados.

Foi-se o tempo em que qualquer restaurante de prato-feito da periferia da capital paraense oferecia farinha de mandioca à vontade aos seus clientes. O reajuste acumulado no primeiro semestre do ano de 2013 ficou em 40,47%, contra uma inflação de 3,15%. Nos últimos 12 meses a alta chega a 144%, frente a uma inflação de 6,70% no mesmo período. Para se ter uma ideia, em junho de 2012, o quilo da farinha era comercializado em supermercados da capital por cerca de R$ 3,20. Hoje, a mesma quantidade do produto é encontrada, em média, a R$ 8. Com as altas acumuladas no preço final ao consumidor este ano, a farinha já é considerada um item de luxo, que teve seu consumo reduzido devido à carestia. O tucupi, outro derivado muito consumido no estado, também apresentou alterações no preço. E o prognóstico não é animador.

Na contramão da produção, a demanda pela raiz e seus derivados é cada vez maior, refletindo diretamente nos preços em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada da Esalq/UPS (Cepea). A alta nas cotações da matéria-prima e produtos ganhou mais força em julho de 2012, persistindo até março de 2013, quando, em termos reais, atingiu média mensal recorde, de R$ 346,17/tonelada (R$ 0,6020/grama). As altas foram influenciadas ainda pela menor disponibilidade de raízes de segundo ciclo e pela opção de produtores em postergar a colheita.

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