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CredCidadão é reestruturado e passa à gestão da Sedip

Da Agência Pará:

A Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip) reuniu no último dia 6 de agosto, no Centro Integrado de Governo (CIG), em Belém, os titulares das onze secretarias e órgãos vinculados para apresentar o CredCidadão, programa de incentivo financeiro criado pelo governo do Estado para fomentar o desenvolvimento estadual através do microcrédito. O benefício é destinado aos microempresários e tem como objetivo alavancar as pequenas empresas, ajudando-as se manter e melhorar o fluxo monetário estadual nos vários segmentos de mercado.

A coordenadora operacional do programa, Elza Queiroz, explica que o CredCidadão vai trabalhar em parcerias com municípios e terá uma dotação orçamentária inicial de R$ 10 milhões, valor que deverá ser dobrado com a participação do setor privado. O conceito do Credcidadão foi idealizado e implantado na primeira gestão do governador Simão Jatene, em 2004, com o nome de Banco do Cidadão. "O programa teve continuidade nas gestões anteriores, com a denominação de CredPará. Mas agora ele está sendo reformulado e será administrado por um núcleo gestor, que já está sendo criado vinculado à Sedip", informa.
Atualmente o CredCidadão é coordenaado operacionalmente pela Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof), enquanto a gestão financeira de microcrédito é feita pelo Banco do Estado do Pará (Banpará). Mas ainda este mês, será apresentada a lei que cria o novo programa de Governo. Depois de encaminhada à Assembléia Legislativa do Estado para apreciação dos parlamentares, ela será enviada para a sanção do governador.

Elza Queiroz também destacou a parceria firmada entre o Governo do Estado e o Yunus Social Business Centre Brasil, incubadora e fundo de investimento para negócios sociais, fundada pelo indiano Muhammad Yunus, que tem como missão gerar emprego e renda a partir de empreendimentos focados na resolução de problemas sociais e não no lucro. O titular da Sedip, Sidney Rosa, destaca que o Pará foi o primeiro estado brasileiro a fazer uma parceria com a entidade. “Essa é mais uma possibilidade que o governo do Estado vê para fortalecer e valorizar as riquezas naturais, as associações e cooperativas do Pará. Vamos valorizar o pequeno produtor e trazer desenvolvimento para a região”, afirma.


“A filosofia do microcrédito como conhecemos hoje tem uma grande influência do conceito de negócio social criado pelo Yunus, que também nos inspirou durante o processo de desenvolvimento desse projeto. Também estamos executando estudos e planejamentos nas áreas mais pobres do Pará, como em algumas localidades da Ilha do Marajó”, relatou.
De acordo com a coordenadora do CredCidadão, os últimos índices oficiais mostram que o Pará tem mais de três milhões de pessoas classificadas na linha da pobreza ou abaixo dela. “Eu vejo o CredCidadão como uma das melhores ferramentas de que o Estado pode se valer para promover a inclusão e reduzir as desigualdades sociais”, enfatiza a coordenadora.
O primeiro grande desafio, segundo Elza, é conseguir a adesão dos municípios, já que o programa funciona por meio de parcerias. “As prefeituras serão nossos principais parceiros. Com esse apoio teremos mais condições de incentivar e promover o empreendedorismo nas mais diversas regiões do Pará e também nos diferentes setores”.
A coordenadora destaca, ainda, três linhas básicas de empreendedorismo a serem trabalhadas: batedores de açaí, mototaxistas e “a linha de Belo Monte”, que se destina ao fomento de negócios surgidos em torno da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na região do Xingu. “Já estamos fazendo planejamentos e estudos que viabilizem as atividades econômicas com maior potencial nos municípios. Dessa forma, vamos atuar em nichos específicos para que possamos, de fato, alcançar a inclusão econômica e social. “Temos hoje, em caixa, R$ 10 milhões, além de um montante, previsto na Agenda Mínima do governo, de mais R$ 30 milhões, e a possibilidade de dobrar esse valor com as parcerias feitas com instituições como a Vale”, lembra Elza.


Texto:
Andréa Amazonas - SEDIP
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