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Barbalho e Lula

 No Repórter 70, de hoje:

 

De corruptos

Em editorial publicado pelo jornal “Folha. de S Paulo” de domingo, o jornalista Bernardo Mello Franco engrossa o coro de críticas sobre a nova equipe de ministros de Dilma fazendo uma análise precisa: o PT, desde a presidência de Lula, tem se especializado em reabilitar políticos submersos num mar de acusações de corrupção e de processos na Justiça. Entre outras figuras nefastas da política brasileira, como o ex-presidente Fernando Collor, o senador Jader Barbalho voltou das profundezas após esquecer as rixas com os petistas e se tornar um dos defensores de seus interesses. 

 

Beijo 

Vejam só: as mesmas mãos que Lula beijou em um palanque eleitoral estiveram algemadas em 2002, quando Jader Barbalho foi preso, investigado por desvios milionários no conhecido escândalo da Sudam. Quase 13 anos depois, o processo contra Barbalho não entra na pauta do STF. Mesmo assim, o ex-presidente petista insiste em afirmar, relembra Bernadro Mello Franco, que os “poderosos acusados de desviar dinheiro público nunca iam para a cadeia até a sua chegada ao Planalto”. 

 

Gentilezas

Como gentileza gera gentileza, a conversão de Jader Barbalho - e do PMDB - ao PT foi recompensada: Helder Barbalho foi convidado para assumir o cargo de secretário da Pesca, compondo o núcleo ministerial dos derrotados nas eleições - a exemplo de Eduardo Braga (Minas e Energia) e Armando Monteiro (Desenvolvimento). Ironicamente, destaca o jornalista da “Folha”, a nomeação do Barbalhinho é marcada pelo DNA do pai, acusado de desviar recursos da Sudam liberados para o famoso ranário da família: “Como ministro, Helder vai comandar a distribuição de verbas federais para a criação de peixes, crustáceos, moluscos, rãs e jacarés”. 

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