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Sespa e Vivo firmam parceria contra doença de Chagas

Marcelo, ger. da Vivo, assina Termo sob o olhar de Mara, Sespa
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e a Telefônica Vivo assinaram nesta quinta-feira (8), em Santarém, no oeste paraense, termo de cooperação e adesão ao projeto de incentivo à prevenção da doença de Chagas. A assinatura ocorreu na sede do 9º Centro Regional da Sespa, na Praça Barão de Santarém. Por meio dessa parceria, a Vivo enviará 200 mil torpedos (SMS) para sua base de clientes no DDD 93, que alcança todos os municípios do oeste paraense. As mensagens contêm orientações sobre os cuidados que a pessoa deve ter para prevenir a doença de Chagas ao consumir açaí.

"O objetivo é alertar a população sobre as formas de contaminação por meio do consumo do açaí quando a fruta não passar pelo processo correto de higienização e branqueamento. É uma campanha preventiva que tem como pano de fundo cuidar da saúde dos nossos usuários paraenses", explicou o gerente regional da Vivo em Santarém, Marcelo Moda Cunha.

A diretora do Centro Regional da Sespa, Mara Lúcia Moraes dos Santos, disse que o açaí deve passar pelo processo de branqueamento, quando a polpa tem a temperatura elevada a 80ºC. "Deve haver todo um processo que respeite a higienização da fruta, que começa desde a hora que ela é apanhada. Na hora de manipular deve-se seguir o procedimento correto de branqueamento. Tem gente que pensa que se deve apenas esquentar a água até a fruta amolecer. Não é o correto. Deve-se elevar a temperatura a 80ºC e esperar por dez segundos. Depois se faz o resfriamento. Cientificamente é o único método que faz a inativação do vetor. Por isso, o consumidor deve ficar atento a esse processamento no posto de compra", detalhou Mara dos Santos.

O auge da safra do açaí no Pará ocorre entre os meses agosto e dezembro de cada ano. Segundo, a Sespa só este ano já foram registrados 67 casos da doença no Pará. Em 2014, foram 156 ocorrências e, em 2013, 133 registros confirmados da doença. Segundo a diretora, o último diagnóstico da doença por contaminação oral pelo açaí ocorreu em 2006, no então distrito de Santarém de Mojuí dos Campos, que hoje é município.

O coordenador da Divisão de Vigilância Sanitária de Santarém, Walter Mattos, informa que todos os pontos de venda de açaí em Santarém foram mapeados pela prefeitura. Ele disse ainda que o consumidor deve ficar atento e pedir para ver, no momento da compra, se o estabelecimento tem o alvará sanitário. "Esse documento indica que o posto foi inspecionado e segue as normas de segurança da vigilância sanitária. Dessa forma, o consumidor ajuda na fiscalização e evita correr riscos", informa Mattos.


A mensagem enviada pela operadora Vivo tem um tom de alerta: “Açaí seguro e gostoso só após higienização por água quente a 80ºC por 10s. Assim evita Doença de Chagas. Cheque antes de adquirir. 4006-4268 Sespa e Vivo”. A parceria beneficiará também os clientes do DDD 94 em 12 de novembro. A estratégia da Vivo com a Sespa já foi adotada em abril de 2013, com mensagens de texto com orientações para combater a dengue. (Alailson Muniz/Ag. Pará)

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