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Tentativa de Homicídio é desclassificada para Lesão Corporal

Por Jota Ninos:



Por maioria de votos dos 7 jurados do Conselho de Sentença do Júri Popular de Santarém, o réu Pedro Sérgio Sousa de Aquino, foi condenado pelo crime de Lesão Corporal Grave (art. 129, §1º, II, do CPB) contra a vítima Clodoaldo Batista Miranda, na noite desta terça-feira (10/09/2013), um dia antes da 10ª Vara completar seu quarto ano de atuação (criada em 11/09/2009). Este foi o 169º júri realizado pela Vara Privativa do Júri Popular.

O fato inusitado na sessão foi a participação de uma bancada de peso com cinco advogados na defesa do réu, liderada pelo advogado Wilton Dolzanis. Além dele, atuaram na defesa do réu os advogados Luis Alberto Figueira, Felipe Martiniano de Almeida, Felipe Campos da Silva e Igor Célio de Melo Dolzanis, estes dois últimos estreantes.

O promotor público Samuel Furtado pediu a condenação do réu pelo crime de Tentativa de Homicídio, mas os jurados acataram uma das teses da defesa, que foi a desclassificação. Diante disso, o juiz Gérson Marra Gomes aplicou a pena de 03 anos de reclusão em regime aberto.

Triângulo - O júri havia sido interrompido no ano passado após uma queda de energia e só agora voltou à pauta. Durante os depoimentos a vítima perdoou o réu, e disse que realmente houve um desentendimento entre dois por causa de um triângulo amoroso há nove anos.

O réu, atualmente com 32 anos, confessou que atirou na vítima, hoje com 42 anos, porque este o perseguia depois que passou a namorar com sua atual esposa Jennifer de Sá Costa (hoje com 30 anos) e que já teria tido um caso com a vítima quando trabalhava em sua padaria.

A rivalidade acabou levando Pedro a atirar em Clodoaldo, por acreditar que este iria tirar uma arma de sua pochete. Ele ficou internado por três meses com uma lesão no ombro, mas sobreviveu. Hoje os três são amigos e participam da mesma igreja evangélica.

O próximo júri será na quinta-feira, 12/09, quando será julgado Brendo Gomes Tenório, réu preso e acusado de matar Diego de Sousa Almeida em 2012, no bairro do Livramento, após um confronto de gangues. O júri deve durar dois dias, por ter mais de 10 pessoas para serem ouvidas.

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