.

.
.

.

.

.

.

Escola Tecnológica de Santarém terá modelo pioneiro de educação profissional

Alex Fiúza foi recebido por Alexandre Von e outras autoridades.
Foto: Alailson MUniz
Um modelo pioneiro, que agregue formação profissional de qualidade às necessidades do setor produtivo da região oeste do Pará. Essa será a fórmula do modelo de gestão adotado pela Escola Tecnológica de Santarém, que deve ser inaugurada ainda este ano. A informação é do secretário Alex Fiúza de Mello, titular da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sectec), que reuniu-se na manhã desta segunda-feira (4), em Santarém, com o prefeito Alexandre Von e entidades ligadas ao setor produtivo do município.

“Nos reunimos para pensar a fórmula de gestão da nova escola tecnológica, que será inaugurada em breve em Santarém e que deverá ter uma política de melhor qualificação em oferta e demanda de cursos. Será um trabalho de construção coletiva. A Sectec será responsável pelo modelo de gestão da escola, que será diferente do tradicional. Terá mais flexibilidade, mais capacidade de inovação e de maior abertura ao setor produtivo, para formar pessoal destinado às áreas de necessidades que o setor regional tem”, explicou Alex Fiúza.

Participaram da reunião Olavo das Neves, presidente da Companhia Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec); o prefeito Alexandre Von; a secretária municipal de Planejamento Rosemary Fonseca; César Ramalheiro, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém e Alberto Oliveira, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Santarém.

O prédio onde a escola será instalada já está pronto. Ele está localizado no cruzamento das rodovias estaduais Fernando Guilhon e Everaldo Martins. A primeira liga Santarém ao aeroporto municipal e a segunda à vila balneária de Alter do Chão. 

A escola tem capacidade para abrigar mais de 1.200 estudantes. O Governo do Estado gerenciou a construção da obra e entrou com uma contrapartida financeira. O recurso de R$ 5,7 milhões é do Governo Federal por meio do Ministério da Educação (MEC), dentro do Programa Brasil Profissionalizado.

Pará Profissional

O secretário Alex Fiúza informou, ainda, que um projeto de lei de autoria do Poder Executivo está sendo apreciado pela Assembleia Legislativa do Estado (Alepa). Ele cria o Programa "Pará Profissional", que vai gerir e viabilizar a política do estado para a educação profissional.

“Será aprovado ainda neste primeiro semestre. O programa vai permitir de forma mais flexível a oferta de cursos onde haja necessidade. Tendo em vigência o programa, a gestão administrativa em espaço físico da escola terá um perfil e a gestão pedagógica e do planejamento dos cursos terá outro. Será coordenada pela Sectec e todas as instituições que possam dar contribuição nesse sentido. Não vamos pensar apenas no estado, mas num consórcio, que tenha por exemplo a própria Ufopa, Ifpa, Sebrae, sociedade civil organizada e entidades que possam agregar ao espaço cursos e formações profissionais voltadas para o setor produtivo da região”, argumentou o secretário.

O prefeito Alexandre Von disse que a proposta do Governo do Estado é inovadora e engrandece a produção local por meio do fornecimento de mão de obra qualificada.

“A proposta do Governo do Estado é interessante e inovadora. O Pará Profissional vai gerir a educação tecnológica com ideias inovadoras, inclusive de gestão da escola tecnológica. Será um instrumento de apoio ao desenvolvimento à produção, ao fortalecimento do empreendedorismo. Irá formar futuros empreendedores e qualificar trabalhadores para atividades profissionais para demanda do mercado local. Não adianta oferecer cursos que não tenham demanda no mercado local para absorver esses profissionais. A Escola sintonizada com as demandas do mercado. Nós comungamos e aplaudimos essa proposta”, disse Alexandre Von.

O presidente do Codec disse que o modelo que será implantado em Santarém é pioneiro e servirá para estimular a criação de outras escolas tecnológicas de outros estados. “É um modelo que respeita a vocação local do setor produtivo. Dessa forma, garante emprego à mão de obra formada e aumenta a produção local, gerando renda e dinamizando a economia”, argumentou Olavo das Neves.

Construída num terreno de quase seis mil metros quadrados, a escola Tecnológica de Santarém possui salas de aula, biblioteca, auditório, área para recreação, refeitório, banheiros, sala dos professores, secretaria, diretoria, cozinha, estacionamento, guarita de segurança, pátio interno e laboratórios. Todo o projeto da escola segue uma padronização nacional de escolas profissionalizantes.

Alailson Muniz

Secretaria de Estado de Comunicação

Comentários